Na noite de domingo (29), um Airbus A330 da Delta Air Lines, com destino aos Estados Unidos, foi forçado a retornar ao Aeroporto Internacional de Guarulhos (GRU), em São Paulo, minutos após a decolagem. O problema surgiu quando o motor esquerdo da aeronave pegou fogo, gerando chamas visíveis na asa e a queda de destroços em combustão sobre o gramado do aeroporto, o que provocou um incêndio localizado.
Imagens impressionantes registradas por testemunhas capturaram o momento crítico: labaredas alaranjadas saíam do motor, enquanto pedaços incandescentes caíam no solo, exigindo ação imediata das equipes de bombeiros. Felizmente, o piloto conseguiu manobrar a aeronave de volta à pista principal, pousando em segurança por volta das 22h. Equipes de emergência, incluindo bombeiros e veículos de resgate, aguardavam o avião com todas as precauções necessárias.
A bordo, estavam 272 passageiros e 14 tripulantes, totalizando 286 pessoas. Nenhum ferido foi registrado, e todos foram desembarcados com segurança e encaminhados ao terminal do aeroporto para atendimento. A Delta Air Lines confirmou oficialmente o incidente como um "problema mecânico" no motor esquerdo, cancelando o voo original. A companhia aérea já iniciou a realocação dos passageiros em outros voos, priorizando a acomodação e o suporte aos afetados.
A pista principal de Guarulhos ficou interditada por várias horas, só sendo liberada na madrugada de segunda-feira (30). Isso causou atrasos em dezenas de operações, impactando o tráfego aéreo na maior porta de entrada da América Latina. A Força Aérea Brasileira (FAB) acionou imediatamente os investigadores do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), que devem apurar as causas exatas do fogo no motor. Especialistas preliminarmente apontam para possível falha mecânica, mas laudos técnicos serão decisivos.
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