• Édi Willian Moreira dos Santos

Assembleia de professores decide greve a partir de 15 de março



Em reunião realizada na manhã deste sábado (11), na cidade de Maringá, professores estaduais decidiram em sua maioria por uma nova greve no Paraná a partir de 15 de março.

Em nota divulgada pela APP Sindicato, indica a greve, leia a nota na íntegra:

O governo do Estado do Paraná tem sido taxativo com com a sua interpretação sobre o direito à hora-atividade e sobre a necessidade de punir educadores(as) doentes e a categoria irá responder à altura, dia 15 de março começa a greve geral nacional dos(as) professores(as) e funcionários(as) da educação.

Rumo a Greve Geral – De hoje (11) até o dia do início da greve, a categoria está em “Estado de Greve”, o que significa que, neste período, realizará um calendário de mobilizações chamado “Jornada de Luta e Resistência Rumo à Greve da Educação” em preparação para a greve. Esse é o momento estratégico de dialogar com a comunidade escolar, com as lideranças locais e regionais e também o momento de eleição dos(as) representantes escolares nas escolas. (Veja abaixo o calendário da Jornada). Durante o Estado de Greve, fica instalada a assembleia permanente (conforme Regimento do Sindicato).

Estatuto – Os(as) educadores(as) também referendaram o novo Estatuto, aprovado no último Congresso Estadual da APP-Sindicato. (Leia aqui a matéria com o detalhado das alterações do documento)

Atividades da Jornada de Luta e Resistência Rumo à Greve da Educação:

Pauta da greve

1) Pelo fim das maldades do governo Beto Richa contra a Educação Pública.

2) Pelo fim dos calotes com a categoria.

3) Pelo Direito à Saúde de professores(as) e funcionários(as).

4) Pelas manutenção dos direitos conquistados da carreira.

5) Pela Revogação da Resolução da Distribuição de Aulas.

6) Pelo Cumprimento da Lei da Data Base – reajuste da inflação.

7) Pelo Cumprimento da Lei do Piso.

8) Pelo cumprimento da Lei da Hora-Atividade.

9) Contra a Reforma da Previdência. 10) Contra a Reforma Trabalhista. 11)Pela revogação da lei da reforma do Ensino Médio

Ações de Mobilização:

  • Realização da hora-atividade LEGAL

  • Organização de Caravanas da Educação

  • Construção da greve geral com as demais categorias

  • Recepção ao governador e aos(às) deputados(às) federais

  • Participação nas plenárias do FES.

  • Organização de uma campanha publicitária denunciando e relacionando entre si as malvadezas do Beto Richa, do prefeitos e do governo federal, bem como chamamento da comunidade para valorização dos(as) trabalhadores(as) em educação.

  • Reuniões com prefeitos(as), parlamentares e lideranças.

  • Realização de concentrações, plenárias, caminhadas e outros atos públicos nos 399 municípios.Ação junto às Câmaras Municipais para aprovação de requerimento aos deputados(as) estaduais de cada região pela aprovação de um decreto legislativo revogando a resolução de distribuição de aulas

Calendário de Mobilizações:

Dia 13 e 14 de fevereiro: Dias Pedagógicos na escola com debate da pauta e eleição de representantes de escola.

Dia 15 de fevereiro: Primeiro dia da Hora-Atividade Legal em defesa da escola e da educação pública.

Dia 21 de fevereiro: Hora-atividade Legal

03 de março: Hora-atividade Legal

08 de Março: Mobilização Nacional “As mulheres vão parar”

Hora-atividade Legal, aula pública em frente às escolas e integração aos atos dos movimentos de mulheres.

15 de Março: Início da Greve Geral da Educação.

Resoluções aprovadas – Mobilização pela derrota das Reformas da Previdência e Trabalhista.Resolução pela revogação do projeto de Reforma do Ensino Médio. Foi também apresentada uma moção de repúdio contra prisão dos(as) dirigentes do Sintrasem, de Florianópolis.

A direção estadual da APP-Sindicato agradece a presença de todos e todas que se deslocaram até Maringá para a realização da assembleia, em especial à professora Maria José Santana, professora de História, no municípios de Alto Piquiri, do NS de Umuarama que esta com câncer em fase terminal e veio a Maringá. “Eu luto sim, luto pela minha carreira da mesma maneira como luto pela minha vida. A minha profissão é parte de mim. Por que eu desistiria?”. É com histórias e depoimentos como o da professora Zezé que fazem a com que o ´Formigueiro’ tenha motivos e forças para continuar fazendo muito barulho.

Estivem presente na assembleia o prefeito de Maringá, Ulisses Maia (PDT), o deputado federal professor Enio Veri (PT) e os deputados estaduais: Professor Lemos (PT), Tercílio Turini (PPS), Evandro Araújo (PSC), Péricles de Mello (PT); o presidente do Siinteemar e representante do Fórum das Entidades Sindicais (FES), José Maria Marques; União Paranaense dos Estudantes Secundaristas (UPES), Matheus dos Santos e; a presidenta da CUT-PR, Regina Cruz todos reforçaram apoio à luta dos(as) educadores(as) presentes.

Fonte: APP Sindicato


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