• Édi Willian Moreira dos Santos

Campanha da Fraternidade 2020: Dom e Compromisso


A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) iniciou, nesta Quarta-Feira de Cinzas, a Campanha da Fraternidade de 2020, tendo por tema Fraternidade e Vida: Dom e Compromisso. De acordo com o secretário -geral da CNBB, dom Joel Portella Amado, a campanha será voltada a chamar a atenção contra atitudes de indiferença e violência em relação à vida.


“E, se queremos defender a vida, precisamos defender o diálogo e a democracia. Não podemos abrir mão da vida e, como consequência, da democracia, que depende do equilíbrio sadio dos Três Poderes”, disse hoje (26) dom Joel no lançamento da campanha.


O lema da campanha neste ano tem como referência as atitudes do Bom Samaritano, resumidas na frase “viu, sentiu compaixão e cuidou”, explicou o bispo. A parábola conta a história de um viajante samaritano que teve compaixão e cuidou de um homem que havia sido assaltado momentos antes.


Dom Joel lembrou que esta é a 56ª Campanha da Fraternidade realizada pela CNBB. “Desta vez não abordamos situação específica como nas [campanhas] anteriores, mas olhamos para um fato abrangente, de inúmeras situações, onde a vida se encontra agredida”, disse.


“O fato é que a campanha deste ano nos alerta para duas atitudes: a primeira, a atitude da indiferença, marca de quem se preocupa somente com o próprio bem-estar. A segunda é decorrente da descrença em outras soluções [para problemas relacionados à violência], e passar a acreditar que a morte é vencida pela própria morte, e acaba pregando o enfrentamento da violência e da morte pela violência e pela morte”, acrescentou.


Irmã Dulce

Dom Joel ressaltou que irmã Dulce, a primeira santa brasileira, reconhecida por suas obras de caridade e de assistência a pobres e necessitados na Bahia, foi utra inspiração para a Campanha da Fraternidade deste ano.


Sobrinha da Santa Dulce dos Pobres e superintendente das Obras Sociais Irmã Dulce na Bahia, Maria Rita Pontes disse que o Brasil precisa de exemplos como o de sua tia. “O tema deste ano é muito próximo da vida de Irmã Dulce, que desde os 6 anos pedia aos pais alimentos para dar aos pobres. Este é o exemplo que ela nos deixa. Sentiu compaixão e cuidou com amor. É o que a gente precisa fazer hoje por tantas pessoas ao nosso redor”, afirmou Maria Rita.

Fonte: Agência Brasil

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