• Édi Willian Moreira dos Santos

Conta de Energia terá aumenta a partir de sexta-feira


A partir do dia 24 de junho, os clientes residenciais da Companhia Paranaense de Energia (Copel) pagarão 1,58% a mais na tarifa de energia elétrica. A definição do reajuste foi feita pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) nesta terça-feira (21). Conforme a Copel, os clientes residenciais representam 82,3% do total de consumidores atendimentos pela empresa.


O reajuste para clientes da Copel atendidos em baixa tensão, dentre eles estabelecimentos comerciais e de serviços, será de 2,07%. Já, na média, a tarifa de energia da Copel aumentará 4,90% – esta média inclui clientes atendidos também em alta tensão, os chamados grandes consumidores.


O reajuste médio ficou abaixo da inflação. Nos últimos 12 meses, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA), dado também utilizado pela Aneel para determinar a tarifa, subiu 11,73%.


O índice é calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para medir a variação no valor de um conjunto de produtos e serviços comercializados no varejo, referentes ao consumo pessoal das famílias. Além de onerar insumos e serviços, a inflação também é utilizada para reajustar contratos de compra de energia, contribuindo para o aumento da tarifa.


Créditos PIS/Cofins Conforme a Copel, para que o ajuste ficasse abaixo da inflação, foram abatidos, na sua composição, créditos do PIS/Confis oriundos de ação judicial vencida pela Copel, já reconhecidos e que têm previsão de restituição nos próximos 12 meses pelo governo federal à companhia, além da redução da Conta de Desenvolvimento Energético, cujo valor anual é fixado pela Aneel.


Ao ser questionada sobre o aumento, a Copel, em nota, afirmou que “a partir agosto de 2020, os clientes da Copel tiveram redução média de 3,8% na tarifa de energia, com variação de 3,5% a 4,1% conforme a classe de consumo. Com autorização da Aneel, em junho de 2021, a Copel utilizou R$ 702 milhões do valor a ser restituído na época do ajuste tarifário para reduzir a correção prevista”.

Fonte: RIC Mais

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