• Édi Willian Moreira dos Santos

Debate do impeachment dura 43 horas e faz história na Câmara dos Deputados



O Plenário da Câmara dos Deputados se reuniu sem interrupção, da manhã de sexta-feira (15) à madrugada deste domingo (17), empenhado na discussão do pedido de abertura do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Foram quase 43 horas de trabalhos do Plenário, que entram para a história como o debate mais longo realizado até agora na Casa.

Foram 389 discursos em nome dos partidos e das lideranças e inscrições individuais. Falaram 24 dos 25 partidos com representação na Câmara (o PEN não indicou oradores); houve 66 deputados favoráveis ao impeachment e 51 contrários.

O primeiro deputado a falar foi Zé Geraldo (PT-PA), que assumiu o microfone às 09h59 de sexta-feira em nome da liderança do seu partido; já o deputado Gilberto Nascimento (PSC-SP) encerrou as discussões individuais às 03h34 da manhã de domingo.

A maior parte da longa sessão teve clima pacífico, mas houve momentos de tensão. Os deputados Sibá Machado (PT-AC) e Vitor Valim (PMDB-CE) trocaram ofensas e empurra-empurra no início da madrugada de domingo. E houve protestos ainda quando o deputado Hélio Leite (DEM-PA) cedeu o seu tempo para Alberto Fraga (DEM-DF), que não estava inscrito, o que gerou gritos dos contrários ao impeachment. Deputados favoráveis e contrários ao impeachment declaram suas posições no microfone e nas câmeras, portando cartazes com palavras de ordem que figuravam durante os discursos.

O deputado Wladimir Costa (SD) falou embrulhado na bandeira do seu estado, o Pará. E o deputado Weliton Prado (PMB-MG), único integrante do partido, fez questão e usar todo o tempo de uma hora destinado ao PMB. E não falou só de impeachment: referiu-se a irregularidades na área de telefonia e à tentativa de mudança na venda de pacotes de internet.

Fonte: Agência Câmara Notícias


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