• Édi Willian Moreira dos Santos

Estádio do Corinthians foi construído com dinheiro de propina diz Lava Jato



A 26ª fase da Lava Jato, deflagrada nesta terça-feira (22), abre novas linhas de investigação do pagamento de propinas pelo Grupo Odebrecht em outras obras públicas, que extrapolam a Petrobras, a Operação batizada de Xepa, informou que o sistema de pagamento já era automático com controle desses pagamentos com distribuição de alçadas com pagamentos em setores de óleo e gás, infraestrutura, estádios de futebol, canal do sertão.

Durante a coletiva, o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, um dos coordenadores da força-tarefa da Operação Lava Jato, em Curitiba, disse que a construção da Arena Corinthians foi viabilizada com o pagamento de propina pela Odebrecht. Ele disse que os rastros de repasses ilegais apareceram em planilhas apreendidas na construtora e indicam envolvimento da diretoria da Odebrecht, que cuida da festão do contrato com o estádio do Cornthians. Ele afirmou ainda que neste momento o estádio tenha sido o único a aparecer na lista, o procurador disse que há indicativos de pagamentos de propinas em outros estádios da Copa, segundo "indicativos de delações que ainda estão em andamento".

Além da Petrobras

A Operação Xepa abre novas linhas de investigação do pagamento de propinas pelo Grupo Odebrecht em outras obras públicas, que extrapolam a Petrobras - foco inicial das investigações.

Segundo a força-tarefa da Lava Jato, a partir do material apreendido na 23ª fase - Operação Acarajé -, que prendeu o marqueteiro do PT João Santana, foram descobertas planilhas de controle dos pagamentos de propina da Odebrecht. A empreiteira pagou pelo menos US$ 3 milhões em conta secreta do marqueteiro na Suíça.

Fonte: Revista Época


8 visualizações
  • Instagram
  • Facebook Social Icon
  • YouTube Social  Icon