• Édi Willian Moreira dos Santos

Estimativas do IBGE indicam retração na safra agrícola para este ano



As estimativas para a safra de grãos divulgadas mensalmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam retração na safra agrícola brasileira para este ano em relação à safra recorde do ano passado. Dados divulgados hoje (9) pelo instituto mostram que a produção total de cereais, leguminosas e oleaginosas deverá atingir este ano 189 milhões de toneladas, volume inferior em 9,8% – o equivalente a menos 20,4 milhões de toneladas – à produção obtida em 2015, que foi de 209,4 milhões de toneladas – a maior da história.

O balanço fazem parte do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de julho e confirma projeções anteriores. Em relação à previsão de junho, a queda aumentou em 1,5%, o equivalente a menos 2,9 milhões de toneladas entre um mês e do outro, embora a área a ser colhida continue praticamente a mesma de 2015 (de 57,6 milhões de hectares).

No que diz respeito aos três principais produtos deste grupo (arroz, milho e soja), que representaram 92,5% da estimativa da produção e 87,5% da área a ser colhida, houve aumento nas projeções de queda na produção.

No caso do milho, o produto de maior queda, a retração na produção em relação a 2015 chega a 20,5%; sendo de -14,7% para a produção de arroz; e de -0,9% para a soja. Já em relação à área a ser plantada, há aumento de 2,9% para a soja; reduções de 0,4% na área do milho e de 9,6% na área de arroz, comparativamente a 2015.

Regiões

Regionalmente, a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas não apresenta alterações do ponto de vista da participação das regiões na produção total nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas.

Segundo os dados divulgados pelo IBGE, a região Centro-Oeste continua como o maior centro produtor do país, respondendo por uma produção de 77,6 milhões de toneladas, ou seja, 41,1% da totalidade da safra brasileira em 2016; na região Sul, onde a produção total será de 73,6 milhões de toneladas, a participação é de 39%; no Sudeste, de 19,7 milhões de toneladas e participação de 10,4%; no Nordeste, de 11,7 milhões de toneladas e participação de 6,2%; enquanto a região Norte produzirá 6,4 milhões de toneladas.

Fonte: Agência Brasil


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