• Édi Willian Moreira dos Santos

Familiares reclamam das condições da cadeia pública de Ivaiporã



Familiares de detentos da cadeia pública de Ivaiporã realizaram na manhã desta quarta-feira, dia 14 de fevereiro, uma manifestação em frente ao portão de acesso à carceragem da Polícia Civil do município. As famílias reclamam a dificuldade de entregar comida para os detentos e também da limpeza que os agentes carcerários realizaram nas celas e retiraram colchões e objetos pessoais dos presos.

Cerca de 50 pessoas estavam em frente da delegacia esperando o momento de entregar comida aos detentos. Mas a informação é que a entrega dos alimentos está proibida. E apenas kits de higiene foram liberados para serem entregues aos presos. A visita desta quarta-feira também estava suspensa.

Ivone Volpe, mãe de um detento, disse que a cobrança é para que fosse liberada a entrega de alimentos e visita. Segundo ela, foi realizada uma revista nas celas e retirados diversos objetos como roupas, colchões, lençóis, ventiladores e redes. “Faltam condições que qualquer ser humano precisa, sabemos que eles estão presos e pagando pelo que fizeram, mas eles também têm direitos e não podem passar fome”, desabafa. Ela afirma que a marmita que é fornecida pelo Estado é ruim e, muitas vezes, é servida azeda. Além disso, já foram encontrados parte de insetos nas quentinhas.

Por volta das 11h00, o delegado Gustavo Dante recebeu um grupo de representantes dos familiares dos presos e explicou os motivos de retirar televisores e suspender a visita e a entrada de alimentos na cadeia. Ele também mostrou a marmita fornecida aos detentos e esclareceu algumas dúvidas dos familiares. Na sequência, o delegado liberou temporariamente a entrada de alimentos e disse que vai avaliar a possibilidade de autorizar novamente as visitas.

Ao Paraná Centro, o delegado de Ivaiporã comentou que a medida de retirar os televisores e suspender a visita e entrada de alimentos é disciplinar, já que, nas últimas semanas, houve três tentativas de fugas frustradas e um princípio de rebelião. “O Estado fornece café da manhã, almoço e jantar aos presos; a entrada de alimentos externos e os televisores são regalias e não um direito dos presos, e que suspendemos até que as coisas se acalmem”, disse.

Ele também negou que a alimentação fornecida aos detentos esteja estragada. “Essa é uma empresa que tem um contrato com o Governo do Estado e que passa por supervisão de nutricionista e temos acompanhado a entrega dessa alimentação”, garantiu o delegado.

Ele comentou também que as equipes de saúde têm acompanhado os presos e os agentes de carceragem prestam todo o atendimento possível aos detentos. Gustavo Dante da Silva frisou que existe um problema grave de estrutura e superlotação na cadeia de Ivaiporã e reconheceu que a situação é caótica e coloca em risco a vida tanto dos presos, como dos agentes de carceragem e policiais civis que trabalham no local. “A cadeia está com mais de 160 presos, quando a capacidade é para 32; a estrutura física está comprometida e nem conseguimos fazer os reparos necessários em função do grande número de detentos, mas tivemos que tomar algumas atitudes mais drásticas para evitar uma fuga em massa e causar mais transtornos à população”, frisou.

Fonte: Paraná Centro

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