• Édi Willian Moreira dos Santos

Gaeco faz operação em Cruzmaltina e mais oito cidades


Uma operação do GAECO ( Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) realizou nesta quarta-feira (16) a operação Déjà-vu, em nove cidades, São Jerônimo da Serra, Londrina, Curitiba, Cambé, Cornélio Procópio, Assaí, Terra Nova, Nova Santa Bárbara e Cruzmaltina.


O principal alvo foi o prefeito de São Jerônimo da Serra, no Norte Pioneiro do Paraná, João Ricardo de Mello (PPS), que foi preso. Além dele, seis empresários foram detidos preventivamente.


Segundo o Gaeco, a Operação Déjà-vu é voltada a coibir crimes contra a administração pública como fraude em licitações, corrupção e falsidade ideológica, entre outros. Ao todo, 43 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em oito cidades do estado, incluindo Curitiba.


O vice-prefeito da cidade, a secretária municipal de Saúde e um servidor da administração do município foram afastados do cargo por liminar judicial. O vice ainda foi preso em flagrante por posse ilegal de armas.


O Ministério Público do Paraná (MP-PR) apura a existência de um conluio entre os investigados para fraudar licitações em diversas secretarias, com destaque para irregularidades ligadas à compra de peças e manutenção da frota de veículos municipal.


Todos os mandados foram expedidos pelo Tribunal de Justiça do Paraná. O prefeito, o vice, a secretária e o servidor suspensos das funções também estão proibidos de adentrar as dependências da prefeitura.


O Gaeco também esteve presente na cidade de Cruzmaltina, onde foi até a residência do ex-prefeito Maurício Bueno e da prefeita Luciana Bueno, onde realizaram a apreensão de celulares, o que é de praxe da operação. Como a prefeita e o ex-prefeito estão sem celulares não conseguimos contato com os dois para ver a versão dos fatos. Mas em nota a assessoria disse: "A investigada não é a prefeitura e sim esta empresa que teria problema também com outros municípios do Paraná, mas em Cruzmaltina, todas as licitações são realizadas na mais perfeita lisura e tenho certeza que o MP vai se certificar disso. Lamentamos que também tenham visitado nosso residência, onde nada foi encontrado e apenas apreenderam nossos celulares, que é um ato de praxe da investigação", diz nota da assessoria da prefeita.

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