• Édi Willian Moreira dos Santos

Hospital de Curitiba inaugura primeiro robô cirurgião do Paraná



O governador Beto Richa participou nesta quinta-feira (08) da inauguração do Sistema Cirúrgico Robótico do Hospital Erasto Gaertner, de Curitiba, que é referência nacional em pesquisa e tratamento do câncer. O robô cirurgião, denominado Da Vinci, permitirá a realização de cirurgias complexas através de procedimentos minimamente invasivos, com menos risco e mais conforto para os pacientes. O Erasto será o único hospital do Paraná e de Santa Catarina e um dos poucos do Brasil com este sistema tecnológico disponível para pacientes do SUS. A previsão é que o aparelho comece a funcionar já nas próximas semanas e seja utilizado em 80 a 100 cirurgias ao longo de 2017. O sistema robótico será utilizado nas cirurgias urológicas, ginecológicas e de pescoço e cabeça. O superintendente do Erasto Gaertner, Adriano Lago, explicou que o Paraná é o sexto estado a oferecer cirurgias oncológicas robotizadas e o Erasto será o 25º hospital brasileiro com esse tipo de procedimento. “Porém, são poucas as instituições que oferecem essa cirurgia para pacientes do SUS, esse é o diferencial deste projeto”, afirmou. “O custo unitário dessa cirurgia é muito alto, de R$ 80 mil a R$ 200 mil, e ainda não está no rol dos procedimentos ofertados pelo SUS. Graças aos recursos arrecadados, que são públicos, vamos oferecer a melhor tecnologia do mundo sem custo aos pacientes”, ressaltou Lago. Durante a inauguração, Richa e o secretário da Saúde, Michele Caputo Neto, foram convidados a operar o robô cirurgião. O Da Vinci ficará exposto no hospital na tarde desta quinta-feira e na sexta-feira para que as pessoas conheçam o seu funcionamento. “Este sistema é o que tem de melhor em termos de tecnologia e cirurgia. É muito mais preciso e menos invasivo e permite fazer aquilo que as mãos humanas não conseguem”, explicou Caputo Neto. “O Erasto Gaertner é um parceiro antigo do Estado, que merece os nossos investimentos. Um prestador de serviços muito eficiente, que atende pessoas do Brasil inteiro e da América Latina”, ressaltou. O oncologista e urologista Murilo Luz, que irá operar o sistema robótico, destacou que mesmo que os custos do procedimento sejam mais altos, o hospital irá economizar com a recuperação do paciente, já que o tempo de internação será menor. “É uma tecnologia que traz muitas vantagens às cirurgias minimamente invasivas, já que o robô permite uma articulação maior. Para procedimentos complexos, ele trará benefícios como a redução de sangramento e da permanência hospitalar, além de colocar o paciente de volta à sua rotina de forma mais rápida”, explicou. Fonte: AEN


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