• Édi Willian Moreira dos Santos

Justiça arquiva inquérito sobre a batalha entre PM e professores em 2015



A Polícia Militar arquivou nesta terça-feira (22) o inquérito que apurava os excessos de policiais durante o confronto com manifestantes grevistas, em frente à Assembleia Legislativa do Paraná, no dia 29 de abril de 2015. Na ocasião, mais de 200 pessoas ficaram feridas. O caso levou o Ministério Público do Paraná a processar o governador do estado, Beto Richa (PSDB), por improbidade administrativa.

De acordo com o documento, assinado pelo juiz Davi Pinto de Almeida, os policiais dispostos para atuar naquela ocasião apenas cumpriram com o dever de não permitir que a Assembleia Legislativa fosse invadida pelos manifestantes. A Assembleia possuía uma ordem judicial que impedia a entrada dos sindicalistas.

Naquela quarta-feira, cerca de 30 mil pessoas protestavam contra um projeto do governo estadual que imprimia mudanças no regime previdenciário do funcionalismo público paranaense. A maioria dos manifestantes era formada por professores, que estavam em greve. O projeto acabou sendo aprovado.

O confronto começou por volta das 15h. Segundo o juiz, foram os manifestantes quem burlaram a linha de bloqueio estabelecida pela Polícia Militar. "Imagens de vídeo anexadas ao inquérito polícial militar retratam como se deu o início do confronto entre manifestantes e policiais, mostrando claramente civis derrubando a barreira que foi formada com gradis para proteger a Assembleia Legislativa", afirmou o juiz.

A partir desse momento, houve alguma resistência por parte dos manifestantes. A Polícia Militar acionou o Batalhão de Operações Especiais (Bope). Com balas de borracha, bombas de gás lacrimogênio e jatos d'água, os policiais conseguiram fazer com que os manifestantes se afastassem da entrada da Assembleia.

Um pequeno grupo de manifestantes até tentaram revidar o ataque da Polícia Militar, com paus e pedras. Mas a cada item atirado contra a polícia, os PMs revidavam com mais bombas e tiros de balas de borracha. A maioria, no entanto, correu para as imediações do prédio da Prefeitura de Curitiba que, virou um hospital improvisado, para atender aos feridos.

A situação fez com que o então secretário de Segurança Pública, Fernando Francischini, e o comandante-geral da PM, coronel Vinícius Kogut perdessem os cargos.

Fonte: Portal Parana e G1


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