• Édi Willian Moreira dos Santos

Maduro diz ter sofrido atentado e culpa presidente da Colômbia



O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmou que o chefe de Governo da Colômbia, Juan Manuel Santos, está por trás do suposto atentado que sofreu neste sábado em um ato público com militares em Caracas e afirmou que já foram capturadas provas. "Esclarecemos a situação em tempo recorde, e se trata de um atentado para me matar, tentaram me assassinar e não tenho dúvida de que tudo aponta para a direita, a extrema-direita venezuelana em aliança com a extrema-direita colombiana e que o nome de Juan Manuel Santos está por trás deste atentado, não tenho dúvidas", disse Maduro.

O presidente venezuelano fez as declarações em pronunciamento em rede obrigatória de rádio e televisão, cerca de três horas depois do incidente no qual ficaram feridos sete militares.

"A sanha assassina da oligarquia colombiana e tenho certeza aparecerão todas as provas, mas os primeiros elementos de investigação apontam para Bogotá", reiterou. Maduro comentou que o atentado aconteceu após anúncios "do final do regime de Santos".

"É que Juan Manuel Santos entrega a presidência no dia 7 de agosto e não pode ir embora sem fazer uma piada com a Venezuela, sem dar um prejuízo, uma maldade contra a Venezuela", disse Maduro.

"Tenho que informar que foram capturados parte dos autores materiais do atentado contra minha vida, foi apreendida parte da evidência e não vou antecipar mais, mas a investigação já está muito adiantada", continuou.

Um grupo anônimo chamado Soldados de Flanela reivindicou a autoria da Operação Fênix, nome com o qual identificaram o atentado contra Maduro.

"Nosso presidente Nicolás Maduro está em perfeito estado de saúde, em perfeitas condições", disse Rodríguez em um pronunciamento transmitido pela televisão estatal VTV.

De acordo com o ministro de Informação da Venezuela, Jorge Rodríguez, vários drones armados com explosivos detonaram perto de onde Maduro fazia um discurso pela comemoração dos 81 anos da Guarda Nacional Bolivariana (GNB).

O suposto atentado ocorreu quando Maduro, no fechamento do evento, defendia em discurso as últimas medidas econômicas do seu governo, que são rechaçadas pela oposição.

A transmissão pela televisão mostrou os militares formados romperem fileiras e retirarem o ministro da Defesa, Vladimir Padrino. Ao lado de Maduro, além de Padrino e da primeira-dama, Cilia Flores, havia representantes de todos os Poderes do país.

O episódio ocorre em meio à severa crise econômica que vive a Venezuela, o país com as maiores reservas de petróleo no planeta, e que se traduz em escassez de todo tipo de produtos, hiperinflação e uma péssima prestação de serviços públicos.

Por estas razões, no país acontecem diariamente dezenas de protestos, exigindo alimentos, transporte, água, eletricidade e melhores salários, entre outras reivindicações.

Fonte: Agência Brasil

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