• Édi Willian Moreira dos Santos

Michel Temer Presidente do Brasil



O Senado Federal aprovou por ampla maioria o impeachment da presidente da República Dilma Rousseff. A votação em plenário, realizada no início da tarde desta quarta-feira (31), após uma semana de sessões do julgamento final, teve 61 votos a favor da saída da petista do Poder e apenas 20 contra.

Com o impeachment confirmado, Dilma deixa por definitivo a Presidência da República e vê encerrado um período de 13 anos em que o Partido dos Trabalhadores ficou no Poder Executivo. A petista, no entanto, conseguiu que seus aliados revertessem a perda de seus direitos políticos por oito anos, o que a tornaria inelegível a qualquer cargo público, por 42 votos contrários a 36 favoráveis.

A decisão leva o vice da petista, Michel Temer, a assumir por definitivo o comando do Palácio do Planalto até o fim do mandato para o qual sua chapa foi eleita dois anos atrás, em 2018. A posse oficial foi marcada para ser realizada no Senado a partir das 16h00min na data do dia 31 de agosto de 2016.

O encerramento do processo nesta quarta-feira foi uma grande vitória para Temer, já que era ele o maior interessado para que o julgamento acabasse rapidamente – uma vez que, apesar das investidas do PT, o resultado final claramente não tinha como ser mudado em apenas sete dias, após quase um ano de disputas políticas para se conquistar adesão ao impedimento no Congresso Nacional.

Michel Temer na presidência definitivo

Em sua primeira fala após assumir em definitivo a presidência, Michel Temer colocou a geração de empregos como primeira tarefa de seu mandato. Segundo ele, o momento é de "colocar o Brasil nos trilhos".

"Agora nós inauguramos uma nova fase em que nós temos um horizonte de dois anos e quatro meses. E espera-se que nesses dois anos e quatro meses nós façamos aquilo que temos alardeado, ou seja, colocar o Brasil nos trilhos."

Temer, que não discursou no Congresso, falou em reunião ministerial no Planalto logo após a posse. Temer também rebateu as acusações de que seria "golpista".

"No mais, contestar a partir de agora essa coisa de golpista. Dizer: golpista é você, que está contra a Constituição."

Temer chegou ao Congresso acompanhado de aliados, dos presidentes das duas casas legislativas, Renan Calheiros (PMDB-AL), do Senado, e Rodrigo Maia (DEM-RJ), da Câmara, e do presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Ricardo Lewandowski. No caminho até o plenário do Senado, ouviu-se alguns gritos de "presidente Temer".

Renan abriu a sessão e, em seguida, foi executado o Hino Nacional. Temer prestou juramento constitucional e tornou-se efetivamente presidente.

"Prometo manter, defender e cumprir a Constituição, observar as leis, promover o bem geral do povo brasileiro, sustentar a União, a integridade e a independência do Brasil."

Fonte: Último Segundo - iG e Notícias UOL


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