• Édi Willian Moreira dos Santos

Novo rito de impeachment é comemorado no governo



Após a votação do Supremo Tribunal Federal que derrubou nesta quinta-feira (17) a eleição para formação da comissão que iria julgar o impeachment da presidente Dilma Rousseff, o Palácio do Planalto comemorou. Para o Palácio do Planalto, as coisas ficaram mais fáceis com o novo ritmo de impeachment, visto que o governo tem uma base maior no senado federal, que é presidido por Renan Calheiros (PMDB-AL). Renan que já chegou a renunciar o cargo de senador da república por escândalos de corrupção, já declarou apoio ao governo Dilma.

A esperança do Planalto, agora, é que o Supremo aceite o pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para afastar Cunha, acusado de manter contas secretas na Suíça com dinheiro desviado da Petrobrás.

A decisão do Supremo de ordenar o voto aberto na Comissão Especial da Câmara, encarregada de analisar o impeachment, também foi considerada uma reviravolta muito importante pelo Planalto.

Depois da derrota sofrida na quarta-feira, quando o ministro Luiz Édson Fachin, relator da ação, rejeitara pontos centrais do processo questionados por Dilma, o governo já esperava nova derrota e havia desânimo no Planalto. A opinião de Fachin, no entanto, não foi acatada pela maioria de seus colegas.

Chamou a atenção do Planalto o voto do ministro José Antônio Dias Toffolli, que já foi advogado do PT e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Toffoli acompanhou o parecer de Fachin na ação do impeachment e foi contra Dilma. "Se a presidente não tem apoio de um terço dos deputados, fica difícil a governabilidade", disse ele. As declarações de Toffoli, que se aliou até ao ministro Gilmar Mendes, ligado ao PSDB, deixaram o governo perplexo.


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