• Édi Willian Moreira dos Santos

OPERAÇÃO PUBLICANO V - Gaeco cumpre mandados em dez cidades de três estados



A Operação Publicano que investiga uma rede de propina envolvendo fiscais e funcionários da Receita Estadual de Londrina e do alto escalão do órgão em Curitiba, apontados por enriquecimento ilícito pelo Ministério Público. Segundo as apurações, empresários confessaram pagamentos de até R$ 200 mil em subornos para bloquear cobranças milionárias em impostos, como o ICMS e acabaram envolvendo até o governador do estado, Beto Richa.

O Ministério Público do Paraná, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), começou a cumprir na manhã desta quinta-feira, 12 de maio, mandados relacionados à quinta fase da Operação Publicano, que investiga crimes de organização e associação criminosa, corrupção ativa, corrupção passiva tributária, extorsão, falsidade ideológica e lavagem de ativos. São alvo da operação auditores fiscais da Receita Estadual, advogados, contadores e empresários, bem como familiares e “laranjas” (pessoa que empresta seu nome, consciente ou inconscientemente, para transações financeiras fraudulentas) envolvidos nos atos investigados. A operação busca o cumprimento de quatro mandados de prisão, 14 medidas cautelares para colocação de tornozeleiras eletrônicas, 36 mandados de busca e apreensão e 20 conduções coercitivas (quando a pessoa é levada para prestar depoimento). Os mandados abrangem dez cidades: Curitiba, Londrina, Maringá, Assaí, Joaquim Távora, Siqueira Campos, Quatiguá (todas no Paraná), Campo Grande (Mato Grosso do Sul), Fartura e Barão de Antonina (ambas no estado de São Paulo).

Informações: Ministério Público do Paraná


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