• Édi Willian Moreira dos Santos

Paraná é novamente recordista em transplantes de órgãos



Mais uma vez o Paraná fecha o primeiro semestre comemorando excelentes resultados na área de transplantes de órgãos. O número de doações concretizadas já é 28% maior do que no mesmo período do ano passado. Isso permitiu que o Estado também batesse o recorde no número de transplantes, garantindo uma nova vida a 283 paranaenses. Dados da Secretaria Estadual da Saúde apontam que neste primeiro semestre foram registradas 159 doações de órgãos, viabilizando um total de 302 transplantes. Além dos órgãos captados no Paraná, foram utilizados corações, rins, fígados e pâncreas de outros Estados graças ao uso da frota aérea do governo estadual.

Assim que assumiu o mandato, em 2011, o governador Beto Richa determinou que todas as aeronaves do governo estadual passassem a dar prioridade absoluta ao atendimento a pessoas em situação de urgência e emergência, a transporte de órgãos para transplantes e ao resgate de vítimas de acidentes naturais, automobilísticos e domésticos. De lá pra cá, 4.478 atendimentos foram realizados.“Nesta área, cada minuto é decisivo para se salvar uma vida. Não há tempo a perder e por isso colocamos nossa frota aérea à disposição para agilizar todo esse processo, desde a captação até o efetivo transplante”, destacou o governador, que facilitou o acesso das equipes transplantadoras às aeronaves. Antes de 2011, era preciso autorização expressa do governador para utilizar os aviões do governo.

Baseando-se na experiência paranaense, o governo federal também adotou estratégia semelhante há pouco mais de um mês. Por determinação do presidente interino Michel Temer, a Força Aérea Brasileira (FAB) agora também dispõe de um avião permanente para o transporte de órgãos e tecidos para transplante em todo o território nacional.

Recusa familiar ainda é principal barreira para aumento em doações

Neste primeiro semestre, a cada quatro notificações de potenciais doadores, uma não se concretizou por conta da negativa familiar. Em muitas vezes, a recusa foi motivada pela falta de informação sobre o desejo do paciente em se tornar doador após a confirmação da morte encefálica. Para reverter este quadro, o Governo do Paraná mantém a campanha “Fale Sobre Isso”, que incentiva as pessoas a se declarem doadoras de órgãos às suas famílias.

Fonte: AEN


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