• Édi Willian Moreira dos Santos

Polícia ambiental faz várias apreensões em Rio Branco do Ivaí



Uma grande ação da polícia ambiental na cidade de Rio Branco do Ivaí ocorreu neste sábado (10) e realizou várias apreensões pelo comércio e pela zona rural da cidade.

O primeiro local de parada foi a Casa da Ração, na Avenida São Francisco, sendo a primeira diligencia por denuncia de comercio de pássaro silvestre em uma Casa Agropecuária, onde em contato com o responsável pelo comercio, foi indagado sobre a venda de pássaros nativos, sendo que o mesmo infirmou não realizar tal pratica, durante vistoria em seu estabelecimento foi constatado apenas pássaros exóticos (canário belga e calopsitas), sendo assim o responsável foi orientado pela equipe policial com relação as implicações legais de comercio de aves nativas.

O outro local de parada foi na Rua Rio Tibagi, onde na parte externa da residência foi visualizado 4 gaiolas com pássaros nativos. Não havendo moradores na residência, foram realizadas diligencias e localizado o responsável N., que de forma voluntária acompanhou a equipe até a sua casa e autorizou a fiscalização no interior da residência, onde nos vários cômodos foram localizados outros exemplares de pássaros.

Indagado sobre Autorização Ambiental o Sr. N. informou não possuir. Diante do exposto o Senhor N. foi conduzido ao DPM de Rio Branco do Ivaí, para a confecção do Termo Circunstanciado pela pratica de Crime Ambiental. No total foram recolhidas 17 Gaiolas, 01 Alçapão e 01 Gaiola com dois alçapões, foram apreendidos 19 pássaros silvestres, sendo: 01 Golinho, 04 Canários Terra, 02 Pintassilgo, 02 Azulão, 06 Trinca Ferro, 02 Bigodinho e 02 Colerinha; os quais foram encaminhados para Avaliação Técnica, sendo constado estado bravio serão soltos em seu Habitat Natural, caso contrário serão levados até o I.A.P. Todas as informações desta ocorrência serão repassadas ao I.A.P., para a adoção das medidas administrativas cabíveis ao caso.

O terceiro local de parada foi na Rua Rio das Pedras, onde em contato com a moradora, Sr. E., que foi indagada sobre pássaros nativos em sua residência, vindo a afirmar não possuir, apenas informando ter uma Calopsita. Durante a vistoriaria no quintal foi observado diversas gaiolas em um pequeno barracão construído ao lado da casa, sendo que as gaiolas estavam com alimento e água, além de fezes, porém não haviam pássaros, dando a entender que as aves haviam sido retiradas das gaiolas recentemente, também foi constatado outras gaiolas com a mesmas características no interior da casa que podiam ser visualizadas por suas janelas. Diante do constatado os foi insistido o questionamento sobre pássaros, no qual a moradora passou a relatar que nunca houve pássaros além das Calopsitas. Diante do exposto a Sr. E. foi orientada com relação as implicações legais de se manter aves nativas em cativeiro.

A quarta parada foi na Rua Amazonas, em uma situação de dano em Área de Preservação Permanente – Crime Ambiental, mediante construção de benfeitorias, sendo que ao chegar no local, foi constatado que houve a abertura de uma nascente para realizar o represamento da água, além da construção de um chiqueiro próximo a um banhado, onde os dejetos dos animais (suínos e caprinos) escoam para dentro deste alagado que por sua vez a água corre em direção ao Rio Branco.

Em contato com o responsável pelos animais o mesmo informou que realizou as benfeitorias, sendo a construção da represa e a construção do chiqueiro realizada a aproximadamente 60 dias, disse ainda que é de conhecimento da Prefeitura do Município. Solicitado ao responsável algum documento da Prefeitura que o permitisse a estar utilizando tal terreno, o mesmo informou tal processo está em tramitação. Por se tratar de um sábado não foi possível realizar contato com os funcionários da Prefeitura para verificar a veracidade das informações apresentadas pelo envolvido. O suposto responsável foi orientado a retirar os animais daquela área por se tratar de Área de Preservação Permanente. Diante dos fatos narrados tal Boletim de Ocorrência será encaminhado ao Ministério Público para conhecimento da situação, também será encaminhado ao Instituto Ambiental do Paraná seguido de relatório fotográfico.

O quinto lugar foi no Sitio Boa Esperança, no bairro Palmeirinha, sendo que ao chegar no referido sitio foi constatado a construção de 04 represas, onde 02 das represas é cheia constantemente por água que vem de um cano, que por sua vez vem de uma nascente. Já a outras 02 represas foi constatado que a água que corre é de uma nascente que foi represada, formando assim as represas, onde uma acaba enchendo a outra e depois seguem seu curso formando um pequeno córrego, além de que existe suínos soltos nesta área e também a outros porcos que ficam presos dentro de chiqueiros que foram construídos dentro das represas, sendo que os dejetos caem diretamente na represa que por sua vez vai seguir em direção ao córrego. O responsável não soube precisar o tempo que foram feitas as represas nem os chiqueiros, relatando apenas que já faz um bom tempo que ambos foram feitos. Foi solicitado para que os animais sejam retirados do local e alocados longe da Área de Preservação Permanente. Diante do exposto a situação será informada ao Ministério Público, bem como ao Instituto Ambiental do Paraná para que tenha o conhecimento dos fatos, segue de relatório fotográfico, para que sejam adotadas as medidas pertinentes.

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