• Édi Willian Moreira dos Santos

Saiba mais sobre a gripe H1N1



Em 2016, apesar do calor, os casos da gripe causada pelo vírus H1N1 já começaram a aparecer – situação diferente dos anos anteriores, quando a doença se manifestou majoritariamente em períodos de frio. Na avaliação do Ministério da Saúde (MS), isso deve ser tomado como um sinal alerta, pois quando o vírus ressurge mais cedo, sob o aspecto epidemiológico, costuma ser mais difícil de se manejar e traz riscos maiores para a população. A gripe H1N1 é uma doença grave que, diferentemente da gripe comum, pode evoluir para quadros pulmonares mais graves, podendo levar à morte. Dados do MS apontam que, de janeiro a março de 2016, foram registrados 443 casos de gripe causados pelo H1N1, com 70 óbitos. Para se ter uma ideia de como a doença avançou, no mesmo período do ano passado houve 41 registros de gripe e sete óbitos, sendo apenas dois casos de H1N1, sem mortes.

O que é e o que causa

A gripe, ou influenza sazonal, é uma infecção respiratória causada pelos vírus Influenza, que tem como pior complicação as pneumonias. Há três 3 tipos de vírus – A, B e C. Os tipos A e B são responsáveis por epidemias sazonais, sendo o vírus A associado a grandes pandemias (o C não causa impacto na saúde pública, apenas infecções respiratórias leves). O A ainda é classificado em subtipos: HA ou H e NA ou N. Dentre esses subtipos, o A(H1N1) e o A(H3N2) circulam em humanos – sendo o A(H1N1) associado ao que se chamou gripe suína e o A(H3N2) à gripe comum. Alguns vírus influenza A de origem aviária também podem infectar humanos causando doença grave, como no caso do A(H5N1) e A(H7N9), que ficou conhecido como gripe do frango.

Na natureza

Os vírus da influenza A estão presentes na natureza, em diversas espécies, incluindo humanos, aves, suínos, cavalos, focas e baleias. Os vírus influenza B e C têm como reservatório apenas seres humanos.

Sintomas

A gripe em geral começa com febre alta (mais de 38ºC), seguida de dor muscular, dor de garganta, dor de cabeça, coriza e tosse seca. O destaque é a febre, que dura em média três dias. A tosse e outros sintomas respiratórios ficam mais evidentes com a progressão da doença e duram em geral de três a cinco dias após o fim do quadro febril. Alguns casos evoluem para complicações graves, como pneumonia, necessitando de internação hospitalar. Devido aos sintomas, pode ser confundida com outros quadros respiratórios (resfriado, rinite alérgica).

Contágio

A influenza passa de uma pessoa para outra através das secreções das vias respiratórias de alguém infectado ao falar, espirrar ou tossir. A transmissão também pode ocorrer por meio das mãos, levadas aos olhos, boca ou nariz após contato com superfícies contaminadas. Daí a importância da higienização frequente, com água e sabonete/sabão ou álcool (70%).

Incubação e transmissão

A doença fica incubada na pessoa infectada por um a quatro dias. O período de transmissão geralmente começa 24 horas antes do início dos sintomas e dura de cinco a dez dias após o surgimento dos sintomas. Em crianças, essa fase dura em média dez dias e mais tempo em pacientes imunossuprimidos (com os mecanismos de defesa do organismo comprometidos).

Quem pode pegar

A gripe é democrática: todas as pessoas, em qualquer idade, são susceptíveis à infecção. Alguns indivíduos, porém, são mais sujeitos a desenvolverem complicações, especialmente os com condições e fatores de risco como gestantes, adultos com idade maior que 60 anos e crianças com idade menor que dois anos. Também corre mais risco da doença evoluir de forma mais agressiva indivíduos com doenças crônicas (especialmente respiratórias), cardiopatia, obesidade, diabetes descompensada, síndrome de Down, imunossupressão e imunodepressão.

Evitar a doença

Para reduzir o risco de pegar gripe ou transmitir doenças respiratórias orienta-se que sejam adotadas medidas gerais de prevenção, como: - Lavar e higienizar as mãos com frequência, principalmente antes de consumir alimentos; - Usar lenço descartável para higiene nasal (evitar lenço de tecido); - Cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir, preferencialmente com os braços, não as mãos; - Evitar tocar os olhos, nariz e boca; - Higienizar as mãos após tossir ou espirrar; - Não compartilhar objetos de uso pessoal (talheres, pratos, copos e afins); - Manter os ambientes bem ventilados; - Evitar aglomerações e o contato próximo a pessoas que apresentem sintomas de gripe.

Vacina

O calendário oficial de vacinação da rede pública no Paraná começa em 25 de abril. A vacina da gripe é segura e é considerada uma medida eficaz na prevenção de complicações e casos graves da doença. Estudos demonstram que a vacinação pode reduzir entre 32% e 45% o número de hospitalizações por pneumonias e de 39% a 75% a mortalidade por complicações da influenza. Nesse ano, a composição das vacinas utilizadas no Brasil deverão conter três cepas do vírus: A/California/7/2009 (H1N1) pdm09; A/Hong Kong/4891/2014 (H3N2); B/ Brisbane/60/2008 (Victoria).

Evitar a transmissão

Caso fique doente, a pessoa deve limitar ao máximo o contato com outras pessoas, evitando sair de casa no período crítico de transmissão (até sete dias após o início dos sintomas). Ao tossir ou espirrar, deve cobrir a boca e o nariz, usando os braços ou um lenço descartável (não as mãos), e logo higienizar as mãos, com água e sabonete/sabão ou álcool.

Cuidados

A pessoa que pega gripe deve procurar assistência médica, para receber a orientação mais adequada. Receitas caseiras ou automedicação podem agravar o quadro da doença. Repouso, alimentação adequada e ingestão frequente de líquidos contribuem na recuperação.

Fonte: Portal da Saúde


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