• Édi Willian Moreira dos Santos

TCE quer extinguir municípios com menos de 5 mil habitantes no Paraná



A população seria muito melhor atendida pelos serviços públicos básicos se habitasse municípios com uma base econômica mais diversificada e fontes sólidas de receita própria. A constatação é de um estudo técnico realizado por analistas do Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR). O trabalho, intitulado Estudo de Viabilidade Municipal (EVM), foi apresentado em entrevista coletiva à imprensa nesta quarta-feira (11 de janeiro), pelo presidente da corte, conselheiro Ivan Bonilha.

Muitos dos municípios que, atualmente, têm nas transferências federais a maior parte ou a totalidade de suas receitas, por não terem condições econômicas próprias de se sustentar, foram criados ao longo da década de 1990. "Essa viabilidade não existe mais", argumenta Bonilha. "A realidade hoje é de enxugamento de despesas, de redução da máquina, para a aplicação dos recursos nas áreas que são mais necessárias ao cidadão, como saúde, educação, segurança."

O levantamento, realizado por quatro servidores do TCE-PR, foi consolidado num relatório de 136 páginas e está disponível na home page do Tribunal (www.tce.pr.gov.br), na aba Publicações - no canto inferior direito. A constatação é que municípios com população inferior a 5.000 habitantes podem não apresentar condições de receber significantes responsabilidades públicas. "Isso reforça a importância da discussão sobre emancipação de municípios, bem como sobre a própria necessidade de se considerar a possibilidade de consolidação (fusão) de municípios", apontam os autores.

No Paraná, há 96 municípios com população inferior a 5.000 habitantes - 24% do total, de 399. Em todo o país são 1.300 municípios nessa condição. O estudo conclui também que os municípios paranaenses na faixa entre 50 mil e 250 mil habitantes são os que apresentam os melhores índices de desenvolvimento e de qualidade de vida da sua população.

Como ficaria o Vale do Ivaí

No vale do ivaí, existem 9 municípios que poderiam deixar de existir, Marumbi, Kaloré, Rio Branco do Ivaí, Lidianópolis, Arapuã, Rio Bom, Godoy Moreira, Cruzmaltina e Ariranha do Ivaí.

Em alguns casos, os municípios com menos de 5 mil habitantes que forem vizinhos, como Marumbi e Kaloré poderiam formar um só município, Ariranha do Ivaí e Arapuã também poderiam se fundir, já outras cidades poderiam voltar a fazer parte de seus municípios de origem, como Rio Branco do Ivaí, que seria agregado a Rosário, Lidianópolis que ira juntar a Jardim Alegre, Rio Bom que voltaria para o município de Marilândia do Sul e Cruzmaltina, que retornaria ao município de Faxinal.

Fonte: TCE/PR


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