Na última terça-feira (18), a Câmara Municipal de Mauá da Serra viveu um momento tenso durante sessão extraordinária que resultou na cassação do mandato do presidente do Legislativo, vereador Frantiesco Carneiro Gomes. Por sete votos a um, o plenário decidiu pela perda do mandato de Frantiesco, acusado de comportamentos abusivos, perseguição a servidores e assédio moral, denúncia iniciada em abril por moradores locais. O vereador nega as acusações, classificando-as como perseguição política, e já busca reverter a decisão judicialmente.
O episódio houve um desdobramento na quarta-feira, 19 de novembro, quando o presidente da Câmara, Luciano Roberto Pinto, conhecido como Faísca, registrou boletim de ocorrência contra o ex-prefeito Inácio Mendes Filho, o “Inácinho”, por injúria racial. Conforme relato oficial, Inácinho, presente na plateia, teria proferido a expressão “preto sujo” direcionada a Luciano durante o tumulto que tomou conta da sessão. Faísca declarou que solicitou a saída do ex-prefeito do plenário após repetidas provocações e afirmou que enviará imagens das câmeras de segurança para auxiliar a investigação policial.
Procurado para comentar, Inácinho negou veementemente as acusações e atribuiu os ânimos exaltados ao descontentamento de muitos com a cassação do vereador Frantiesco. Ele também informou ter registrado boletim de ocorrência contra fatos ocorridos durante a mesma sessão, confiando que a Justiça esclarecerá sua inocência.
Agora, a Polícia Civil conduz as investigações, analisando depoimentos, registros da sessão e imagens de segurança para apurar os fatos. Paralelamente, a Câmara deverá iniciar o processo para a convocação do suplente de Frantiesco, enquanto o vereador cassado segue na disputa judicial para reverter sua perda de mandato.

Comentários: