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Sabado, 25 de Abril de 2026
Com queda de Lula em pesquisas CMN proíbe apostar em quem será presidente da República

Política

Com queda de Lula em pesquisas CMN proíbe apostar em quem será presidente da República

Decisão equipara mercados preditivos a bets esportivas e exige licenças específicas

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O Conselho Monetário Nacional (CMN) proibiu ontem 27 plataformas de mercados preditivos de oferecer apostas sobre eventos esportivos, políticos, sociais, culturais e de entretenimento no Brasil. A medida restringe essas empresas a negociações estritamente econômicas, como taxas de juros e preços de commodities. Os mercados preditivos, ou prediction markets, funcionam como bolsas onde usuários compram contratos de "sim" ou "não" sobre eventos futuros, apostando contra outros participantes, e não contra uma "casa", como nas apostas tradicionais.

O segmento explode globalmente, movimentando quase US$ 6 bilhões por semana. No Brasil, gigantes como XP firmaram parcerias com a Kalshi, enquanto a Polymarket permitia apostas em eleições presidenciais e outros temas locais. A proibição surge após queixas de casas de apostas esportivas ao Ministério da Fazenda. Elas alegam concorrência desleal, pois plataformas como Kalshi e Polymarket operavam sem pagar R$ 30 milhões em licenças anuais nem adotar as mesmas regras de compliance e prevenção à lavagem de dinheiro.

O governo classifica esses mercados como semelhantes às bets esportivas, reguladas pela Lei 14.790/2023, exigindo autorização específica do Banco Central para atuar em apostas não econômicas. Sem isso, as operações ficam limitadas. As plataformas contestam veementemente, defendendo que seu modelo se assemelha a uma bolsa de valores, com negociações peer-to-peer baseadas em probabilidades informadas, e não em jogos de azar. Elas prometem recorrer judicialmente, argumentando que a restrição ignora diferenças técnicas e inovações financeiras.

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A decisão reflete o esforço regulatório para equilibrar inovação e proteção ao consumidor em um mercado bilionário. Analistas preveem judicialização e possível adaptação das plataformas ao novo cenário. Resta saber se o Brasil adotará um marco específico para prediction markets ou os enquadará definitivamente como apostas.

FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): Polymarket
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