A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a imediata apreensão dos medicamentos Gluconex e Tirzedral, fabricados por empresa não identificada. A Resolução-RE nº 1.519, de 13 de abril de 2026, publicada no Diário Oficial da União, também proíbe a comercialização, distribuição, importação e uso desses produtos em todo o território nacional. Amplamente divulgados nas redes sociais e vendidos como injetáveis de GLP-1, popularmente chamados de "canetas emagrecedoras", eles não possuem registro, notificação ou cadastro na Anvisa, o que os torna irregulares e perigosos.
Em nota oficial, a agência enfatizou que, por serem de origem desconhecida, não há garantia sobre seu conteúdo, qualidade ou segurança. "Não devem ser utilizados em nenhuma hipótese", alertou a Anvisa, destacando riscos graves à saúde pública, como efeitos colaterais imprevisíveis devido à composição indefinida. Profissionais de saúde e pacientes que identificarem esses produtos nos lotes citados devem reportar à agência pelos canais de atendimento ou à vigilância sanitária local, acessíveis no portal da Anvisa.
O alerta ganha contornos mais graves com uma ação policial recente. Na segunda-feira (13), a Polícia Civil do Rio de Janeiro interceptou um ônibus vindo do Paraguai, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. O veículo, monitorado por suspeita de contrabando, transportava materiais ilegais. Dos 42 passageiros a bordo, um casal que embarcou em Foz do Iguaçu, no Paraná, foi preso em flagrante. Com eles, foram encontrados mil frascos de canetas emagrecedoras contendo tirzepatida – substância semelhante à dos produtos proibidos pela Anvisa – além de grande quantidade de anabolizantes de origem paraguaia, todos destinados à venda irregular no Brasil.
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