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Quinta-feira, 30 de Abril de 2026
Brasil Lança Campanha Nacional de Vacinação nas Escolas para atualizar cadernetas de crianças e adolescentes

Saúde

Brasil Lança Campanha Nacional de Vacinação nas Escolas para atualizar cadernetas de crianças e adolescentes

Ação do Programa Saúde na Escola visa ampliar a cobertura vacinal e combater a desinformação, com meta de imunizar 90% dos estudantes de até 15 anos em mais de 5.500 municípios

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Uma grande mobilização nacional de vacinação será realizada nas escolas públicas de 5.544 municípios de todas as regiões do Brasil entre os dias 14 e 25 de abril. A iniciativa, que integra o Programa Saúde na Escola dos ministérios da Saúde e da Educação, tem como objetivo principal atualizar a caderneta de vacinação de crianças e jovens com até 15 anos de idade. O lançamento oficial da campanha ocorreu nesta quinta-feira (10), na sede do Ministério da Saúde, em Brasília.

De acordo com a pasta da Saúde, a campanha busca alcançar múltiplos objetivos cruciais para a saúde pública: ampliar significativamente a cobertura vacinal em todo o país, reduzir a incidência de doenças imunopreveníveis, combater a crescente desinformação e as informações incorretas que podem levar à hesitação vacinal, e conscientizar a população sobre a fundamental importância da imunização para a proteção individual e coletiva. A meta estabelecida pelo governo federal é ambiciosa: vacinar 90% dos estudantes matriculados nas escolas participantes, abrangendo crianças e adolescentes menores de 15 anos.

Durante o período da campanha, serão oferecidos diversos imunizantes, seguindo as indicações de faixa etária estabelecidas pelo Ministério da Saúde. As vacinas disponíveis para aplicação incluem a febre amarela, a tríplice viral (que protege contra sarampo, caxumba e rubéola), a DTp (tríplice bacteriana, contra difteria, tétano e coqueluche), a meningocócica ACWY e a vacina contra o HPV (Papilomavírus Humano).

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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, enfatizou os inúmeros benefícios de levar a vacinação para o ambiente escolar. "É uma grande ação de mobilização que aproxima as equipes de saúde da família e de atenção primária em saúde do espaço da escola. Também facilita a vida para os pais, porque, muitas vezes, o pai e a mãe estão na hora de trabalho e não conseguem ir à unidade básica de saúde. Então, facilita para que a sua criança seja atendida na própria unidade básica de saúde, tenha orientação de saúde bucal, orientação de saúde mental e também a vacinação na própria escola", declarou o ministro.

A aplicação das doses será realizada exclusivamente por equipes do Sistema Único de Saúde (SUS). A participação dos alunos na campanha está condicionada à autorização formal dos pais ou responsáveis legais. As imunizações poderão ocorrer tanto dentro das dependências das próprias unidades de ensino quanto nas unidades básicas de saúde, caso os estudantes sejam levados até lá pela comunidade escolar, sempre mediante consentimento prévio.

A secretária de Atenção Primária à Saúde do Ministério da Saúde, Ana Luiza Caldas, destacou que a intensificação da ação nas escolas durante as próximas duas semanas representa uma alternativa adicional para os pais que precisam vacinar seus filhos. "Isso não restringe o acesso dos nossos estudantes dos pais, responsáveis, gestores de continuarem a vacinação nas unidades básicas de saúde nos estabelecimentos que se encontram no território", esclareceu a secretária.

O ministro Alexandre Padilha também orientou que as escolas devem comunicar os pais e a comunidade escolar com uma antecedência mínima de cinco dias sobre a visita das equipes de saúde para a realização de atendimentos, incluindo a vacinação e ações de saúde bucal. "Nossa recomendação é que as escolas avisem quando vai ter aquela ação, exatamente para os pais poderem assinar [o termo de] consentimento, para os pais mandarem a caderneta de vacinação para que exista essa atualização", ressaltou Padilha.

Para lidar com situações em que a criança precise ser vacinada, mas não apresente o termo de consentimento ou a caderneta de vacinação no momento da visita da equipe de saúde, o ministro garantiu que haverá alternativas. "Se acontecer de os pais esquecerem de mandar a caderneta de vacinação, a família pode ficar tranquila porque pode ser atendida na unidade básica de saúde ou essa equipe [de saúde] vai até a casa dessa família para explicar a necessidade de vacinar essa criança", afirmou.

Para viabilizar financeiramente a campanha de vacinação nas escolas públicas, o Ministério da Saúde destinou um montante de R$ 150 milhões. Desse total, R$ 15,9 milhões foram repassados aos estados e R$ 134 milhões serão destinados diretamente aos municípios. A distribuição dos recursos levará em consideração o número de escolas em cada região, as dificuldades logísticas para a entrega das doses e as necessidades específicas de cada localidade.

Uma importante novidade anunciada pelo Ministério da Saúde é que, a partir deste ano, todas as doses aplicadas durante a campanha nas escolas ou por encaminhamento escolar deverão ser registradas na caderneta de vacinação com a identificação específica “Vacinação Escolar”. Esse registro padronizado permitirá um monitoramento mais preciso do impacto da iniciativa e facilitará a avaliação da cobertura vacinal nesse ambiente. "A vacinação nas escolas passa a ser reconhecida como estratégia específica de imunização", informou o Ministério da Saúde em nota oficial.

A vacinação dentro das escolas é uma das ações do abrangente Programa Saúde na Escola, criado em 2007 com o objetivo de promover a saúde e a educação integral. O programa desenvolve diversas iniciativas, que incluem ações de saúde mental, saúde bucal, educação ambiental e prevenção de arboviroses, como a dengue. Atualmente, o programa federal conta com a adesão de 5.544 municípios, abrangendo cerca de 27,8 milhões de alunos de 109,8 mil escolas, o que representa 80% das instituições da rede pública de ensino em todo o país.

A secretária Ana Luiza Caldas ressaltou que a adesão dos municípios ao Programa Saúde na Escola tem sido historicamente alta e que o governo federal buscará ativamente a participação de municípios que ainda não foram atendidos e que manifestem interesse em integrar o programa. Segundo dados do Ministério da Saúde, desde 2022, a adesão ao programa permitiu que 4,3 milhões de estudantes passassem a ter acesso às ações de promoção da saúde e prevenção oferecidas pela iniciativa.

Ana Luiza Caldas também esclareceu que o Ministério da Saúde priorizou a inclusão de escolas localizadas em comunidades de povos tradicionais e, principalmente, aquelas que possuem pelo menos 50% de seus estudantes beneficiários de algum tipo de programa de transferência de renda. "A gente atrela [o programa] a essas ações intersetoriais e já tem alcançado, cada vez mais, saúde, educação. Gerando cidadania nesses territórios", enfatizou a secretária.

Dos 109,8 mil estabelecimentos de ensino que participam do Programa Saúde na Escola, 53,6 mil possuem a maioria de seus alunos atendidos pelo Bolsa Família. Adicionalmente, 2.220 escolas estão localizadas em territórios quilombolas e 1.782 em comunidades indígenas, demonstrando o foco do programa em alcançar populações vulneráveis. Entre 2022 e 2024, os maiores crescimentos nos atendimentos aos alunos foram registrados nas áreas de saúde mental (77,68%), atividade física (73,61%), saúde bucal (67,01%) e verificação da situação vacinal (35,30%), evidenciando o impacto positivo do programa na saúde integral dos estudantes.

FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): © Antonio Cruz/Agência Brasil
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