O surpreendente desempenho dos times brasileiros no último Mundial de Clubes não foi um acaso, mas sim a validação de uma análise já conhecida no mercado: o Brasileirão é a melhor liga nacional fora da Europa. É o que aponta a empresa de consultoria Twenty First Group, que posicionou o Campeonato Brasileiro como a sexta força global entre as ligas de futebol.
No ranking geral, o Campeonato Brasileiro figura logo atrás do "Big Five" europeu: Premier League (Inglaterra), La Liga (Espanha), Bundesliga (Alemanha), Serie A (Itália) e Ligue 1 (França). Essa colocação de destaque é calculada a partir da média dos ratings de todos os clubes de uma liga, gerados por um algoritmo que atribui uma nota única a cada time do mundo. Além das ligas mencionadas, o estudo considerou apenas países com equipes nas oitavas de final do Mundial, incluindo a Primeira Liga (Portugal), a MLS (Estados Unidos) e a Saudi Pro League (Arábia Saudita). A Liga MX (México), do Monterrey, não foi incluída.
Competitividade em alta
Além da qualidade geral, o Brasileirão se destaca por sua competitividade. A análise da Twenty First Group o classifica como a segunda liga mais equilibrada do mundo, com uma diferença relativamente pequena entre os ratings das equipes do topo e da base da tabela. Por exemplo, times como Flamengo ou Palmeiras (com rating 728) não estão tão distantes do Juventude (com rating 489).
Essa paridade é comprovada pelo desvio padrão, uma métrica que indica a variação entre os clubes de uma mesma liga. Quanto maior o desvio padrão, maior a disparidade. A MLS aparece como a mais competitiva (51,8), impulsionada por seu sistema de teto salarial, que promove o equilíbrio. Em contrapartida, a Saudi Pro League é a menos competitiva (110,6), dominada por poucas equipes controladas pelo Fundo de Investimento Público (PIF), como Al-Hilal, Al-Nassr, Al-Ittihad e Al-Ahli. Mesmo as ligas europeias, com clubes de ratings médios mais altos, apresentam uma grande disparidade interna, com o domínio de potências como PSG, Bayern de Munique, Real Madrid, Atlético de Madrid e Barcelona em comparação com os times de menor expressão.
O reconhecimento do Brasileirão por sua qualidade e competitividade, evidenciado pelo bom desempenho no Mundial de Clubes, reforça o enorme potencial da liga. O desafio agora reside na organização e estruturação para que todo esse potencial seja plenamente aproveitado.
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