Em um incidente tenso ocorrido na manhã de 10 de abril de 2026, por volta das 9h52, no Posto de Saúde do Centro de Marilândia do Sul, no Paraná, uma mulher identificada como Vanessa agitou o ambiente ao ameaçar funcionários com uma faca. A equipe policial, que patrulhava o vizinho município de Rio Bom, foi acionada pelo 3º Sargento Antônio após ligação do posto relatando a agressora.
Ao chegar, os PMs encontraram Vanessa já contida sobre uma cama do pronto-atendimento, sob escolta do 3º Sargento Cordeiro. As vítimas foram a técnica de enfermagem Elia e sua filha, a enfermeira Aline, que relataram a dinâmica dos fatos. Vanessa buscava atendimento com o clínico geral Dr. Alex, mas soube que o médico ainda não havia chegado. Irritada, ela começou a gritar descontroladamente.
Solicitada pela enfermeira Aline para se acalmar, Vanessa perdeu o controle, sacou uma pequena faca de sua bolsa e atacou as duas profissionais. Elia e Aline conseguiram se desvencilhar das estocadas. Em um momento crítico, Elia segurou o braço da agressora, e ambas caíram ao chão. Com ajuda de outros funcionários, imobilizaram Vanessa, retiraram a arma e a acomodaram na cama.
O irmão de Vanessa, Vagner, foi chamado ao local e a levou ao CAPS (Centro de Atenção Psicossocial) para avaliação. A mulher é conhecida por transtornos mentais e surtos psicóticos recorrentes. As vítimas, por enquanto, não pretendem representar criminalmente contra ela, mas pediram o registro do boletim para que autoridades acompanhem o caso e garantam tratamento adequado.
O episódio reforça a vulnerabilidade de unidades de saúde em pequenas cidades e a importância de protocolos para pacientes em crise psiquiátrica. A Polícia Militar elogiou a contenção sem feridos graves, mas o caso chama atenção para a falta de recursos em saúde mental na região.
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