A cidade de Apucarana foi palco de um engenhoso e cruel crime de estelionato, onde a fé e a vulnerabilidade de uma moradora foram exploradas com o único intuito de obter lucro. Uma equipe da Polícia Militar foi acionada para atender a uma ocorrência no Loteamento Mutirão Vale Verde, onde uma mulher de 58 anos foi vítima de uma fraude com temática religiosa. A vítima relatou aos policiais que dois indivíduos, a bordo de uma caminhonete GM S10 de cor branca, se apresentaram em sua residência como pastores e solicitaram permissão para realizar uma oração em seu nome. Acreditando nas boas intenções dos supostos religiosos, a moradora permitiu a entrada dos suspeitos.
O golpe começou a se desenrolar durante a suposta oração. Um dos estelionatários, em um ato de manipulação, pediu a quantia de R$ 350,00 para "realizar o serviço", colocando um copo com água sobre a mesa, insinuando a realização de um ritual. Não satisfeito, o mesmo indivíduo elevou a pressão psicológica, exigindo mais R$ 350,00. Desta vez, o pretexto era orar pelo filho e demais familiares da vítima. A tática de intimidação alcançou seu ápice quando o golpista ameaçou a vítima, afirmando que, caso o pagamento adicional não fosse efetuado, todos os seus familiares sofreriam um acidente. Aterrorizada, a vítima declarou que não possuía mais dinheiro em casa.
Diante da negativa da vítima em conseguir mais recursos, os criminosos se retiraram apressadamente do local, levando a quantia total de R$ 700,00 em espécie e tomando rumo ignorado pela Avenida Mato Grosso. A ação dos falsos pastores configura claramente o crime de estelionato, agravado pelo uso da fé e ameaça para extorquir dinheiro de uma pessoa em situação de vulnerabilidade. A equipe da Polícia Militar, após registrar o boletim de ocorrência, orientou a vítima sobre os procedimentos cabíveis, o que inclui a representação criminal na delegacia para que a Polícia Civil inicie a investigação e tente identificar os estelionatários, rastreando a caminhonete GM S10 branca. O uso de abordagens religiosas para a prática de crimes é uma modalidade de golpe que tem se repetido em diversas cidades, servindo este caso como um alerta à população para que redobre a cautela ao receber pessoas estranhas em casa, especialmente aquelas que solicitam dinheiro sob pretextos de cunho espiritual ou religioso. A prevenção é a melhor defesa contra este tipo de ardil.
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