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Quinta-feira, 16 de Abril de 2026
Filha agride mãe em Mauá da Serra durante briga familiar

Policial

Filha agride mãe em Mauá da Serra durante briga familiar

Idosa sofre lesão corporal em caso de violência doméstica agravada por embriaguez e possível uso de drogas

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Em Mauá da Serra, no Paraná, uma idosa foi vítima de agressão física e verbal por parte de sua própria filha, em um episódio de violência doméstica registrado na noite de 10 de abril de 2026. A ocorrência, atendida pela Polícia Militar por volta das 19h12, aconteceu na Rua Catarina Aires da Silva, no Centro I do município. A vítima, que reside com o marido, a filha de 32 anos e um neto, relatou aos policiais os detalhes do conflito que escalou para lesão corporal.

Tudo começou quando a filha chegou à casa em evidente estado de embriaguez, possivelmente sob efeito de entorpecentes, já que é usuária conhecida, conforme o boletim de ocorrência. Ao avistar a irmã da agressora dentro da residência, a mulher de 32 anos começou a lançar palavras de baixo calão contra ela e tentou agredi-la fisicamente. A mãe, na tentativa de apaziguar a briga e proteger a outra filha, intercedeu e se colocou entre as duas. Nesse momento, foi empurrada violentamente pela filha agressora, caindo sobre o sofá.

Ainda não satisfeita, quando a idosa tentou se levantar, a autora do crime a segurou com força pelo punho, causando uma lesão visível no local. A vítima descreveu aos agentes que sofre violência verbal constante da filha, especialmente em discussões envolvendo dinheiro. Xingamentos como "vagabunda" são rotineiros, o que agrava o quadro de abuso familiar recorrente. No instante da chegada da equipe policial, a agressora já havia fugido do endereço, evitando confronto imediato.

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A idosa demonstrou determinação ao manifestar interesse em representar criminalmente contra a filha e pediu providências para um possível internamento compulsório, visando tratamento para o vício e a agressividade. Os policiais a orientaram sobre os procedimentos legais disponíveis, incluindo medidas protetivas e encaminhamentos judiciais. Ela recusou atendimento médico imediato, mas o boletim foi lavrado para as devidas providências, como instauração de inquérito e busca pela suspeita.

Casos como esse destacam a complexidade da violência doméstica no Brasil, frequentemente entrelaçada a dependência química e conflitos familiares. Em 2025, o Paraná registrou mais de 20 mil atendimentos semelhantes pela PM, segundo dados oficiais, reforçando a necessidade de políticas de apoio a vítimas e reabilitação de agressores. A vítima foi aconselhada a buscar a Delegacia da Mulher ou o Ministério Público para avançar com a denúncia, garantindo proteção e justiça.

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