Em Mauá da Serra, no Paraná, uma idosa foi vítima de agressão física e verbal por parte de sua própria filha, em um episódio de violência doméstica registrado na noite de 10 de abril de 2026. A ocorrência, atendida pela Polícia Militar por volta das 19h12, aconteceu na Rua Catarina Aires da Silva, no Centro I do município. A vítima, que reside com o marido, a filha de 32 anos e um neto, relatou aos policiais os detalhes do conflito que escalou para lesão corporal.
Tudo começou quando a filha chegou à casa em evidente estado de embriaguez, possivelmente sob efeito de entorpecentes, já que é usuária conhecida, conforme o boletim de ocorrência. Ao avistar a irmã da agressora dentro da residência, a mulher de 32 anos começou a lançar palavras de baixo calão contra ela e tentou agredi-la fisicamente. A mãe, na tentativa de apaziguar a briga e proteger a outra filha, intercedeu e se colocou entre as duas. Nesse momento, foi empurrada violentamente pela filha agressora, caindo sobre o sofá.
Ainda não satisfeita, quando a idosa tentou se levantar, a autora do crime a segurou com força pelo punho, causando uma lesão visível no local. A vítima descreveu aos agentes que sofre violência verbal constante da filha, especialmente em discussões envolvendo dinheiro. Xingamentos como "vagabunda" são rotineiros, o que agrava o quadro de abuso familiar recorrente. No instante da chegada da equipe policial, a agressora já havia fugido do endereço, evitando confronto imediato.
A idosa demonstrou determinação ao manifestar interesse em representar criminalmente contra a filha e pediu providências para um possível internamento compulsório, visando tratamento para o vício e a agressividade. Os policiais a orientaram sobre os procedimentos legais disponíveis, incluindo medidas protetivas e encaminhamentos judiciais. Ela recusou atendimento médico imediato, mas o boletim foi lavrado para as devidas providências, como instauração de inquérito e busca pela suspeita.
Casos como esse destacam a complexidade da violência doméstica no Brasil, frequentemente entrelaçada a dependência química e conflitos familiares. Em 2025, o Paraná registrou mais de 20 mil atendimentos semelhantes pela PM, segundo dados oficiais, reforçando a necessidade de políticas de apoio a vítimas e reabilitação de agressores. A vítima foi aconselhada a buscar a Delegacia da Mulher ou o Ministério Público para avançar com a denúncia, garantindo proteção e justiça.
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