A arrecadação federal no Brasil alcançou um patamar histórico no primeiro semestre de 2025, somando impressionantes R$ 1,4 trilhão. O valor representa um crescimento real de 4,38% em comparação com o mesmo período do ano anterior, marcando um desempenho fiscal robusto para o governo.
Somente no mês de junho, a arrecadação atingiu R$ 234,6 bilhões, um aumento real de 6,6% em relação a junho de 2024. Na comparação mensal com maio de 2025, o crescimento foi de 1,7%, indicando uma trajetória consistente de alta.
Diversos fatores contribuíram para esse resultado positivo. Um dos destaques foi o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), que gerou R$ 8 bilhões em junho, com um crescimento real notável de 38,8%. A tributação sobre fundos exclusivos e ganhos de capital também desempenhou um papel crucial, adicionando volume significativo à arrecadação. Além disso, o bom desempenho da arrecadação previdenciária e dos tributos sobre consumo e importações, como Cofins, PIS/Pasep e IPI, reforçaram a receita do governo.
Apesar do cenário favorável na arrecadação, o governo federal ainda enfrenta um objetivo ambicioso para o ano: zerar o déficit primário. Atualmente, a previsão oficial indica um déficit de R$ 26 bilhões. É importante ressaltar que, de acordo com a regra do novo arcabouço fiscal, há uma margem de tolerância de 0,25 ponto percentual do Produto Interno Bruto (PIB), o que equivale a aproximadamente R$ 31 bilhões. Isso significa que um pequeno déficit ainda seria aceitável dentro das novas diretrizes fiscais.
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