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Terça-feira, 21 de Abril de 2026
Brasil despenca no ranking global de crescimento industrial

Economia

Brasil despenca no ranking global de crescimento industrial

De 24º para 64º lugar: juros altos e incertezas travam o setor em 2025

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O Brasil registrou uma queda drástica no ranking mundial de crescimento da indústria, passando da 24ª para a 64ª posição entre 83 países analisados em 2025, o pior resultado desde 2022. A informação, divulgada pelo Valor Econômico, reflete os desafios enfrentados pelo setor manufatureiro nacional em um cenário de instabilidade econômica.

Os juros altos, impulsionados pela taxa Selic elevada, são apontados como um dos principais vilões dessa retração. Empresas industriais enfrentam custos mais caros para financiar melhorias e expansões, o que inibe investimentos em modernização e ampliação de capacidade produtiva. Ao mesmo tempo, investidores optam por aplicações conservadoras, como títulos públicos, que oferecem retornos atrativos em meio à política monetária restritiva do Banco Central. Essa dinâmica sufoca o fluxo de capital para o setor real da economia.

Outro gargalo estrutural agrava o quadro: o investimento em tecnologia representa menos de um terço do tamanho do setor industrial brasileiro, enquanto em nações desenvolvidas esse índice beira os 50%. Essa disparidade compromete a competitividade global das indústrias nacionais, que lutam para adotar inovações e aumentar a produtividade.

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Recentemente, o último corte na taxa de juros trouxe um vislumbre de alívio, mas a tensão gerada pela Guerra do Irã freou qualquer otimismo. Empresários hesitam em expandir operações diante do risco de alta nos preços de insumos e produtos, como petróleo e matérias-primas importadas, que podem disparar a qualquer momento com o conflito no Oriente Médio.

No horizonte, há sinais de recuperação. A reforma tributária promete reduzir a carga de impostos sobre a indústria, aliviando margens apertadas e estimulando reinvestimentos. Além disso, o acordo entre Mercosul e União Europeia deve impulsionar exportações, abrindo mercados europeus para produtos brasileiros e diversificando receitas.

Pelos números, a expectativa para 2026 é modesta: crescimento de 0,8% na produção industrial, contra apenas 0,1% registrado em 2025. Analistas alertam que, sem reformas mais profundas e estabilização geopolítica, o Brasil corre o risco de prolongar sua trajetória descendente no ranking global.

FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): Yasuyoshi Chiba | AFP
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