Em Apucarana, no norte do Paraná, uma ocorrência policial chamou atenção na manhã de 17 de abril de 2026. Por volta das 9h58, a Polícia Militar foi acionada via Central de Operações para investigar uma suposta apropriação indébita ou desvio de proventos e bens de uma pessoa idosa. A denúncia, feita de forma anônima, apontava que uma mulher havia se instalado na residência da vítima, uma senhora de 94 anos, e assumido o controle de suas contas bancárias, configurando possível golpe.
A equipe policial chegou ao endereço na Rua Pixinguinha, no Núcleo Habitacional Castelo Branco, e foi recebida pela idosa, identificada como D. N. O., e pela suposta cuidadora, M. E. B., de 56 anos. Questionadas sobre os fatos, M. E. B. explicou ser "filha de consideração" da idosa. Ela relatou ter morado com a senhora por um período na juventude e retornado recentemente devido à idade avançada de D. N. O., que demandava cuidados constantes.
Segundo M. E. B., a idosa era acompanhada esporadicamente por membros de uma igreja local, o que não atendia às necessidades diárias. Há cerca de uma semana, ela assumiu os cuidados integrais, incluindo a administração financeira. A polícia verificou que D. N. O. não tem familiares residentes no Paraná; ela mencionou apenas um sobrinho no Rio de Janeiro, que não a auxilia e não pôde ser contatado no momento.
Após vistoria no local, os agentes não encontraram indícios de golpe ou irregularidades. A idosa e a cuidadora confirmaram os relatos sem contradições aparentes. Diante disso, a PM optou por um policiamento de presença e elaborou um boletim de ocorrência. A equipe orientou M. E. B. a procurar o Poder Judiciário para regularizar a situação por meio de curatela, garantindo amparo legal na gestão dos bens e interesses da idosa.
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