Em um caso que choca pela proximidade familiar, a Polícia Militar de Apucarana, no norte do Paraná, registrou na tarde de 17 de abril de 2026 uma ocorrência de furto qualificado na Rua José Maria Pinto, no bairro Vila Nova. A vítima, uma senhora de 57 anos identificada como M. A. S., denunciou o próprio filho, B. C. S., de 38 anos, como autor do crime. Segundo o boletim de ocorrência, o homem, conhecido usuário de crack, invadiu a residência materna e subtraiu 15 metros de fios elétricos de cobre, danificando o forro de PVC do imóvel para alcançar a rede elétrica.
A equipe da PM foi acionada pela Central de Operações por volta das 13h26. No local, a mãe relatou o drama vivido com o filho, viciado em substâncias entorpecentes. "Ele é usuário de crack e já causou problemas antes", disse a solicitante, conforme consta no registro policial. M. A. S. revelou ainda que já havia obtido uma medida protetiva de urgência contra o filho no passado, mas não a renovou, o que pode ter facilitado o novo incidente. Os policiais confirmaram os danos e a subtração dos fios, itens valiosos no mercado informal devido ao preço do cobre.
O furto qualificado é caracterizado pela invasão de residência, o que agrava a pena prevista no Código Penal brasileiro. A vítima foi orientada sobre os procedimentos legais, como registro de boletim de ocorrência, solicitação de nova medida protetiva e possível ação judicial por danos materiais. Casos como esse destacam o impacto da dependência química em famílias, com relatos frequentes de furtos a entes queridos para sustentar o vício. Em Apucarana, autoridades locais têm intensificado rondas em bairros vulneráveis, mas o problema da crack segue como desafio social.
Comentários: