Em Jardim Alegre, no Paraná, um caso de estelionato movimentou o destacamento da Polícia Militar na noite de 17 de abril de 2026. Por volta das 20h43, um morador do centro, localizado na Rua Santo Antônio, procurou os agentes para denunciar a clonagem de seu celular e uma tentativa de golpe via WhatsApp. A vítima relatou que amigos e familiares começaram a receber mensagens fraudulentas enviadas de seu número, solicitando transferências urgentes via Pix para uma chave em nome de terceiro não identificado.
Segundo o Boletim de Ocorrência Unificado (BOU) lavrado no local, o homem notou a irregularidade quando contatado por conhecidos. Ao tentar verificar seu aparelho, descobriu que dados haviam sido transferidos remotamente para outro dispositivo, restaurando as configurações do telefone às de fábrica. "Eu tentei acessar o WhatsApp e tudo estava zerado, como se fosse um celular novo", descreveu a vítima aos policiais, conforme consta no registro.
A ação dos criminosos segue um golpe comum conhecido como "clonagem de chip" ou "falsa central de atendimento". Nesse esquema, golpistas invadem contas de WhatsApp clonando o número da vítima, muitas vezes por meio de engenharia social ou acesso remoto. Em seguida, enviam mensagens automáticas pedindo depósitos para supostos pagamentos emergenciais, como boletos ou dívidas fictícias. No caso de Faxinal, a chave Pix indicada nas mensagens não pertencia à vítima, configurando clara tentativa de fraude.
Os policiais militares orientaram o homem sobre medidas preventivas, como ativar a verificação em duas etapas no WhatsApp, monitorar transações bancárias e registrar o ocorrido em plataformas como o site da Polícia Civil para possível investigação. "A vítima foi resguardada com o BOU, que serve como prova para eventuais ressarcimentos ou ações judiciais", explicou um dos atendentes.
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