Em Novo Itacolomi, no Paraná, uma mulher de 49 anos, identificada apenas como Sra. M., procurou a Polícia Militar na manhã de 17 de abril de 2026, às 10h19, para registrar um estelionato sofrido dias antes. Tudo começou na terça-feira anterior, quando ela recebeu uma chamada de vídeo pelo WhatsApp de um contato chamado “Ofertas Mercado Viana Cambira”. Uma voz feminina anunciou que ela havia sido sorteada e ganharia R$ 1 mil em dinheiro mais uma churrasqueira elétrica. Animada, a vítima seguiu as orientações para "retirar o prêmio" em uma casa lotérica.
A golpista, porém, a convenceu a abrir o aplicativo da Caixa Econômica Federal no celular. Passo a passo, a Sra. M. foi induzida a autorizar duas transferências via PIX, cada uma de R$ 1 mil, totalizando R$ 2 mil perdidos. Com os comprovantes em mãos, ela denunciou o crime na Rua Francisco Alves. Os policiais a orientaram sobre os próximos passos, como bloquear o contato e acionar o banco.
Poucas horas depois, às 18h24 do mesmo dia, outra vítima, a Sra. H. L. de S., registrou boletim na Rua Senador Souza Naves, no Centro de Jandaia do Sul. O golpe ocorreu em 11 de abril, por volta do meio-dia, quando ela, ainda no trabalho, viu uma notificação no app bancário: uma compra de R$ 1.990 no site “Voy Saúde Brasil”, parcelada em 12 vezes. Desconfiada, ligou imediatamente para o banco, que cancelou a transação e prometeu estorno.
Dias depois, em 14 de abril, ao checar o saldo, descobriu um “crédito de confiança”. O atendimento bancário alertou que a análise poderia demorar até 100 dias e, se contestada, o valor seria debitado de imediato. Preocupada, ela formalizou a ocorrência policial e recebeu orientações. Esses casos expõem a sofisticação das fraudes digitais, que exploram confiança e urgência para roubar via apps e sites falsos. Autoridades reforçam: nunca compartilhe dados bancários por telefone ou link suspeito.
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