A Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom) registrou um aumento de 110% nos gastos com publicidade na internet neste ano, totalizando R$ 69 milhões desde janeiro, contra R$ 33 milhões no mesmo período de 2024. A informação reflete uma mudança na estratégia da pasta sob a gestão de Sidônio Palmeira, que assumiu em janeiro, com o percentual da verba publicitária destinado ao digital subindo de 13,76% para 25% do orçamento total.
Essa expansão visa, principalmente, furar a "bolha petista" nas redes sociais, uma tática que se intensificou a partir de julho, após um primeiro semestre marcado por notícias negativas. A Secom, em vez de investir em rádios de cidades menores e televisão, como na gestão anterior de Paulo Pimenta, agora foca em influenciadores médios, contratados por meio das agências de publicidade do Planalto.
A ideia é alcançar públicos específicos, incluindo o de centro ou centro-direita, com cachês médios de R$ 20 mil por campanha, já que grandes nomes como Felipe Neto ou Whindersson Nunes seriam inviáveis. A estratégia já incluiu, por exemplo, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, respondendo a perguntas de influenciadores do mercado financeiro.
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