Em Borrazópolis, no norte do Paraná, uma idosa tornou-se mais uma vítima de estelionatários que se passam por funcionários do INSS. O caso, registrado na tarde de 13 de janeiro de 2026, expõe a sofisticação cada vez maior dos golpistas, que usam informações pessoais roubadas e chamadas de vídeo manipuladas para ludibriar as pessoas.
Por volta das 15h30, a senhora recebeu uma ligação de uma mulher que se apresentou como atendente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A golpista informou que era preciso realizar uma "prova de vida" urgente para um benefício recebido pela filha da vítima. O que chamou a atenção foi o fato de a criminosa já possuir dados pessoais completos da idosa, como nome, CPF e outros detalhes, o que gerou credibilidade imediata à farsa.
Logo em seguida, veio uma chamada de vídeo. Pela tela, a vítima viu apenas o logotipo oficial do INSS, sem visualizar a suposta atendente. Durante a conversa, a golpista confirmou as informações pessoais e instruiu a idosa a realizar um procedimento bancário supostamente rotineiro. Confiante na legitimidade, a senhora seguiu as orientações.
Minutos após o fim da chamada, a desconfiança surgiu. Preocupada, a vítima procurou o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) local em busca de orientações. Ao consultar sua conta no banco, descobriu um débito não autorizado de R$ 1.100,00 via Pix, transferido para uma conta bancária desconhecida. O golpe foi rápido e preciso, explorando a vulnerabilidade de idosos que dependem de benefícios previdenciários.
A idosa dirigiu-se imediatamente ao Destacamento Policial Militar de Borrazópolis, na Rua Avelino Boaventura Dias, no Centro. Às 17h, os policiais registraram o Boletim de Ocorrência (BO) por estelionato, prestaram as devidas orientações e encaminharam o documento à Delegacia de Polícia Civil para investigação. Especialistas alertam que esses crimes crescem com o uso de dados vazados em brechas digitais e ferramentas de deepfake em vídeos.
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