O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) implementou alterações significativas no Programa de Gerenciamento de Benefícios (PGB) com o intuito de acelerar a análise de processos e reduzir a fila de espera. A principal inovação é a nacionalização da fila, que otimiza o uso de servidores em regiões com melhor desempenho para atender demandas represadas em áreas mais lentas. As novas regras foram publicadas na Portaria PRES/INSS nº 1.919, de 12 de janeiro de 2026, no Diário Oficial da União.
De acordo com o presidente do INSS, Gilberto Waller, a estratégia foca em benefícios com maior volume de aguardantes, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e os relacionados à incapacidade, que representam cerca de 80% da fila total. "A ideia é que a força de trabalho das regiões com melhores indicadores possa atuar nos processos daqueles que estão esperando mais tempo", explicou Waller. Essa abordagem visa atacar o problema de forma prioritária, concentrando esforços onde o impacto é maior.
O Relatório da Fila, divulgado pelo INSS em outubro de 2025, evidencia os avanços: o tempo médio para concessão de benefícios caiu para 35 dias, após um pico de 64 dias em março do ano anterior. Esse progresso ocorre em meio a um aumento de 23% no volume de novos processos ao longo de 2025, o que levou à criação de um comitê estratégico em novembro para monitorar e propor soluções.
Criado pela Lei nº 15.201/2025, o PGB incentiva a produtividade por meio do Pagamento Extraordinário do Programa de Gerenciamento de Benefícios (PEPGB), com bonificações a peritos e servidores que superam metas habituais. Recentemente, o programa ganhou limites diários de participação, critérios rigorosos de controle de qualidade e ajustes para retomar bônus de produtividade, conforme noticiado pela Agência Brasil em abril de 2025.
Essas medidas representam um esforço contínuo do governo para modernizar o atendimento previdenciário, beneficiando milhões de brasileiros que dependem de benefícios para sua subsistência. Com a nacionalização e o foco em gargalos, o INSS espera reduzir ainda mais os prazos, promovendo maior eficiência no sistema.
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