A reforma tributária, que promete simplificar o sistema tributário brasileiro, pode ter um efeito colateral inesperado: elevar o Imposto sobre Valor Agregado (IVA) a níveis recordes. Segundo cálculos do Ministério da Fazenda, a alíquota do IVA pode chegar a 27,97%, tornando o Brasil o país com a maior taxa desse tipo de imposto no mundo, superando até mesmo a Hungria, que possui uma alíquota de 27%.
A reforma, aprovada no Congresso, unificou diversos impostos incidentes sobre bens e serviços, criando o IVA. No entanto, a discussão sobre os valores exatos dos novos tributos ainda se arrasta, com deputados e senadores divergindo sobre o assunto. Inicialmente, a expectativa era que a alíquota do IVA ficasse em 26,5%, mas o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, admitiu que ela pode chegar a quase 28%, em função das diversas isenções que foram incluídas no texto da reforma.
A lista de produtos e serviços isentos do IVA é extensa e abrange desde itens da cesta básica até explosivos e remédios para disfunção erétil. Essa medida, embora popular, tem um impacto direto na arrecadação do governo. Para compensar a perda de receita, a única alternativa é aumentar a alíquota do IVA incidente sobre outros produtos e serviços.
A decisão final sobre as isenções e a alíquota do IVA caberá aos senadores, que ainda precisam analisar a reforma. A expectativa é que a votação seja adiada para após as eleições municipais.
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