Em entrevista à Rádio Itatiaia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva acusou, sem citar nominalmente, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) de "defender o crime organizado". A declaração se refere a um vídeo viral de janeiro, no qual o parlamentar divulgava informações sobre o monitoramento do Pix que seria usada para cobrança de imposto de renda pelo governo.
O presidente associou a campanha que alertou a população e fez com que o governo voltasse atrás à megaoperação realizada na última quinta-feira contra o crime organizado, que desarticulou uma rede ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC) no setor de combustíveis e em instituições financeiras. Segundo a Receita Federal, o grupo movimentou R$ 52 bilhões, aproveitando-se de brechas na regulamentação de fintechs e de pagamentos instantâneos.
De acordo com o secretário da Receita Federal, Robinson Sakiyama Barreirinhas, as informações propagadas pelo deputado beneficiaram a rede criminosa. O governo revogou a norma que ampliaria o monitoramento de transações financeiras após a repercussão negativa, gerada pelo vídeo do deputado, que na ocasião alcançou mais de 300 milhões de visualizações.
Em resposta, o deputado Nikolas Ferreira postou um trecho da entrevista em suas redes sociais, classificando a fala de Lula como "mentira torpe, criminosa e irresponsável" e prometeu entrar com uma ação judicial por difamação contra o presidente.
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