Em um caso chocante de violência doméstica, uma adolescente de 14 anos foi agredida pela própria mãe na tarde de 15 de dezembro de 2025, em Jandaia do Sul, no norte do Paraná. O incidente ocorreu na Rua Azaleia, no bairro Jardim das Flores, por volta das 12h49. Segundo registro policial, a vítima relatou ter sofrido socos e um arremesso de objeto não identificado na cabeça, o que provocou lesão visível no local.
A equipe do SAMU foi acionada e prestou atendimento inicial à jovem, que apresentava quadro de lesão corporal decorrente de violência contra mulher na condição de sexo feminino e violência doméstica familiar. Logo após, a adolescente foi encaminhada ao Hospital Nossa Senhora de Fátima para cuidados médicos adequados. O boletim de ocorrência destaca a gravidade do episódio, classificando-o como lesão corporal contra mulher em contexto familiar.
No mesmo registro, a mãe da vítima, identificada como A.B.S., de 36 anos, prestou depoimento afirmando que a adolescente de 14 anos teria agredido sua filha menor, de apenas 8 anos, causando uma leve vermelhidão no pescoço da criança. A situação escalou rapidamente, com as partes envolvidas sendo conduzidas à Delegacia de Polícia Civil de Jandaia do Sul para as medidas cabíveis, incluindo oitivas e possível instauração de inquérito.
O caso expõe novamente os desafios da violência intrafamiliar no Brasil, especialmente quando envolve menores de idade. Dados do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos indicam que Paraná registra centenas de ocorrências semelhantes anualmente, com ênfase na proteção de vítimas vulneráveis. Autoridades reforçam a importância do Ligue 180 e do Disque 100 para denúncias, visando coibir esses crimes.
Polícia Civil investiga as circunstâncias exatas da briga, que pode envolver medidas protetivas de urgência conforme a Lei Maria da Penha. A mãe e a adolescente permanecem sob acompanhamento policial, enquanto a criança de 8 anos não precisou de atendimento hospitalar imediato. A comunidade local acompanha o desdobramento, cobrando ações preventivas contra a violência doméstica.

Comentários: