Em um caso que mobilizou a Polícia Militar (PM) e o Hospital Materno Providência, em Apucarana, no norte do Paraná, uma mãe de 36 anos foi impedida de levar para casa seu bebê recém-nascido, diagnosticado com sífilis congênita. O incidente ocorreu na tarde de sábado (26), por volta das 16h53, na região central da cidade.
De acordo com o registro da ocorrência, a mulher saiu do hospital com a criança no colo, sem autorização médica. O bebê precisa de 10 dias de tratamento com medicação intravenosa para combater a doença, transmitida da mãe durante a gestação. Enfermeiras e a segurança feminina do hospital tentaram impedir a saída, mas a mãe, visivelmente alterada, não colaborou e seguiu pela Rua Rio Branco em direção à Rua Ponta Grossa, rumo ao Mercado Molicenter.
A equipe da PM foi acionada para apoio a outros órgãos e chegou rapidamente ao local. Os policiais encontraram a mãe caminhando com o menino no colo. Após diálogo inicial, ela concordou em retornar ao hospital, mas, ao chegar, recusou-se a entregar a criança para o tratamento. Afirmou que pretendia levá-lo embora e pegar um ônibus no Terminal Urbano de Apucarana.
Diante da recusa, os PMs realizaram contato físico, segurando os braços da mãe, enquanto as enfermeiras retiraram o bebê com segurança. A criança foi imediatamente encaminhada de volta para o tratamento médico necessário. A mãe, já mais calma, optou por sair sozinha do hospital, informando que iria embora.
A equipe hospitalar foi orientada a aguardar a chegada do plantão do Conselho Tutelar, que já havia sido acionado. O caso destaca a importância da intervenção rápida das autoridades para proteger menores em situações de risco à saúde, especialmente em casos de doenças congênitas graves como a sífilis, que pode comprometer o desenvolvimento neurológico e físico do bebê se não tratada adequadamente.
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