Mauá da Serra, no Paraná, vive um momento de intensa mobilização popular contra a instalação de uma nova praça de pedágio na BR-376. Lideranças políticas, religiosas e centenas de moradores se uniram em uma frente comum para contestar a obra, que ameaça alterar drasticamente a dinâmica local. O protesto pacífico está agendado para o próximo dia 18 de fevereiro, com o objetivo de alertar as autoridades federais e estaduais sobre os prejuízos iminentes à população.
A faísca da mobilização acendeu na noite desta segunda-feira (9), durante uma reunião lotada no Bairro Serra do Cadeado. O evento reuniu o prefeito Giva Lopes, o vice-prefeito Lei Machado, o Padre Porto, vereadores e moradores de diversas regiões do município. Sob aplausos e debates acalorados, os participantes traçaram estratégias para o ato público, enfatizando a necessidade de uma defesa coletiva dos interesses locais.
Entre as principais preocupações levantadas, destacam-se os impactos no deslocamento diário dos trabalhadores. Muitos dependem da BR-376 para se locomover até Ponta Grossa, onde buscam emprego, ou para acessar serviços essenciais como saúde e educação em cidades vizinhas. "Essa praça vai encarecer a vida de quem já luta para sobreviver", desabafou um morador durante a reunião, ecoando o sentimento geral. Líderes alertaram que o pedágio poderia frear o desenvolvimento econômico de Mauá da Serra, inibindo o fluxo de mercadorias, o turismo e investimentos em pequenas empresas locais.
O prefeito Giva Lopes reforçou a união entre poder público e comunidade: "Estamos juntos nessa luta. A BR-376 é nossa artéria vital, e não podemos permitir que uma cobrança arbitrária sufoque nosso progresso". O Padre Porto, figura respeitada na região, conclamou pela participação maciça, invocando valores de solidariedade e justiça social. Vereadores presentes comprometeram-se a protocolar documentos oficiais e pressionar deputados e senadores paranaenses.
A manifestação pretende ser um grito uníssono por diálogo com a concessionária responsável e o governo federal. Organizadores planejam cartazes, faixas e carro de som para amplificar a mensagem em redes sociais e mídia tradicional. "Queremos que Brasília ouça a voz de Mauá da Serra", afirmou o vice-prefeito Lei Machado, prevendo uma grande adesão.
Essa mobilização reflete um padrão de resistência em municípios paranaenses afetados por concessões rodoviárias. Recentemente, outras cidades da região têm se organizado contra aumentos tarifários e novas praças, questionando critérios de localização e benefícios reais para as comunidades. Em Mauá da Serra, com cerca de 12 mil habitantes e economia baseada em agricultura familiar e comércio, o pedágio representa não só custo extra, mas um entrave ao futuro.
A expectativa é de que o protesto impulsione audiências públicas e ações judiciais, garantindo que os impactos socioeconômicos sejam devidamente avaliados. Até lá, a cidade se prepara para o dia 18, unida em prol de sua autonomia e prosperidade.
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