Em Faxinal, no Paraná, uma mulher sofreu agressões físicas graves por parte de seu convivente na noite de 7 de fevereiro de 2026, por volta das 10h40, na Rua Santos Dumont, no bairro Vila Nova. A Polícia Militar foi acionada via COPOM após a vítima ligar para o 190, relatando violência doméstica e familiar. Ao chegar ao local, os policiais constataram tufos de cabelo espalhados pelo chão da varanda e encontraram a mulher apavorada, com lesões visíveis.
Segundo o boletim de ocorrência, o motivo da briga teria sido ciúmes do agressor, que ingeriu bebidas alcoólicas em um bar no dia anterior, enquanto a vítima estava com um amigo. Ao retornar para casa, após passar na residência do irmão no mesmo bairro, ela foi surpreendida pelo companheiro. Ele a derrubou ao chão, arrastou-a pelos cabelos até a varanda e a espancou com socos e um cabo de vassoura, que quebrou nas costas dela. Tentou ainda enfiar a ponta afiada do cabo em sua barriga, mas foi impedido pelo filho do casal.
A vítima descreveu mais horrores: enquanto caída, o homem pisou várias vezes em sua cabeça, causando lesão na pálpebra direita do olho, além de escoriações nos cotovelos e joelhos, provocadas pela queda e arrastamento. Durante o ataque, ele proferiu ameaças explícitas de morte, dizendo que a mataria, que ela não voltaria para casa e que, se o fizesse, "veria o que aconteceria". O agressor fugiu minutos antes da chegada da PM, em um veículo GM Monza.
Completamente assustada, a mulher revelou um padrão de medo constante: todo fim de semana, ela esconde as facas da cozinha para evitar ser morta. Recusou atendimento médico imediato, mas foi orientada sobre medidas protetivas de urgência e procedimentos legais. Os policiais sugeriram que ela passasse o dia na casa de um familiar para maior segurança e realizaram buscas pelo suspeito, sem sucesso até o registro do boletim. O autor foi identificado e encaminhado à 53ª Delegacia Regional de Polícia Civil para as providências cabíveis, como prisão em flagrante ou investigação por lesão corporal contra mulher na forma da Lei Maria da Penha.
Comentários: