Em Arapuã, no Paraná, um caso de estelionato chocou a comunidade local na tarde de 20 de janeiro de 2026. Por volta das 14h31, um morador do Centro compareceu ao destacamento da Polícia Militar na Rua Presidente CafÉ Filho para registrar ocorrência contra uma vizinha, também residente na cidade. A vítima, um senhor que preferiu não ter o nome divulgado inicialmente, relatou ter sido enganado pela autora do golpe, que explorou sua boa fé para realizar múltiplas transações bancárias indevidas usando seu cartão.
Tudo começou com pedidos insistentes de empréstimos. A mulher, aproximada com 23 anos, abordou o homem várias vezes pedindo dinheiro para comprar alimentos. Ela usava um aplicativo de celular para pagamentos por aproximação, o que facilitou as fraudes. "Eu achava que estava ajudando com dez reais ou algo assim", disse a vítima em depoimento. Sem desconfiar, ele permitiu o uso do cartão, mas os extratos bancários revelaram compras em débito bem maiores, acumulando prejuízos significativos.
Confrontada pelo solicitante, a suspeita assumiu a subtração dos valores para uso próprio e recusou qualquer devolução, afirmando que "não iria devolver em hipótese alguma". Diante da negativa, o homem procurou a polícia para buscar ressarcimento dos montantes perdidos. O boletim de ocorrência detalha as transações fraudulentas, que ocorreram ao longo de várias ocasiões, aproveitando a confiança mútua entre vizinhos.
A Polícia Militar registrou o fato como estelionato, crime previsto no artigo 171 do Código Penal, que pode render pena de reclusão de 1 a 5 anos. Agentes investigam as movimentações bancárias para quantificar o dano exato e identificar possível envolvimento de terceiros. O caso expõe os riscos dos pagamentos por aproximação via apps, cada vez mais comuns, mas vulneráveis a abusos quando há proximidade física e confiança.
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