Em uma ocorrência marcada por agressões recíprocas e resistência à polícia, a Polícia Militar de Apucarana foi acionada na noite de 12 de abril de 2026, por volta das 21h09, para atender um caso de lesão corporal decorrente de violência doméstica na Praça Rui Barbosa, no centro da cidade. Segundo o boletim de ocorrência, uma mulher, identificada como I. F. M., apresentava lesões visíveis pelo corpo e relatou ter sido agredida pelo namorado, D. B. de A., em via pública próxima à concha acústica.
Transeuntes apontaram os envolvidos para a equipe policial. Ao avistar a viatura, D. B. de A. tentou fugir, o que obrigou os PMs a realizarem um acompanhamento até outro local. Lá, ele desobedeceu ordens de abordagem, resistindo ativamente com empurrões. Foi preciso usar técnicas de contenção e algemas, devido ao risco de fuga – o suspeito usa tornozeleira eletrônica e já havia sido levado à polícia mais cedo no mesmo dia por situação similar.
A confusão escalou quando I. F. M. se aproximou e passou a atacar o namorado com chutes, tapas e arranhões, ignorando advertências policiais. Ela também resistiu à contenção com chutes e empurrões, demandando técnicas de imobilização. Equipe de apoio chegou para ajudar, e o casal foi separado em viaturas distintas. Ambos exibiam sinais claros de embriaguez: hálito etílico, olhos avermelhados, fala embaralhada e postura agressiva.
Levados à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) para exame médico, as lesões foram confirmadas. I. F. M. tinha marcas de mordedura no antebraço direito e mão esquerda. D. B. de A. apresentava escoriações no pescoço, braço direito e mão esquerda. Mesmo na UPA, a mulher tentou agredir o namorado novamente, sendo contida pelos agentes. Somente ele foi algemado, por critérios de segurança.
Após os procedimentos médicos, os dois foram encaminhados à 17ª Subdivisão Policial de Apucarana para medidas legais. O caso reforça a gravidade da violência doméstica na região, com indícios de reincidência no mesmo dia.
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