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Terça-feira, 13 de Janeiro de 2026
Polícia intervém em caso de maus-tratos a cachorro em Cambira

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Polícia intervém em caso de maus-tratos a cachorro em Cambira

Suspeitos Ameaçam Testemunhas e Incitam Contra Policiais Após Denúncia de Vandalismo e Crueldade Animal

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Em Cambira, no norte do Paraná, uma equipe policial foi acionada na manhã de 17 de dezembro de 2025, por volta das 11h05, para atender a uma ocorrência de policiamento preventivo na Avenida Brasil, no centro da cidade. Três pessoas em situação de rua, identificadas por testemunhas como autores de atos de vandalismo na praça pública, foram flagradas em visível estado de embriaguez e sob efeito de entorpecentes. Elas quebravam garrafas e causavam depredação generalizada no local.

O foco principal da denúncia recaiu sobre maus-tratos a um cachorro de cerca de cinco meses, mantido por um dos suspeitos. Testemunhas relataram que o homem enforcava o animal pela coleira e o arrastava violentamente. Uma veterinária presente no local examinou o cão e constatou graves problemas de saúde: doença transmitida por carrapatos e uma inflamação severa no ouvido. Compadecida, a profissional se prontificou a assumir a tutela do animal, arcando com todos os custos de tratamento veterinário.

Durante a abordagem policial, o principal suspeito reagiu com hostilidade, ameaçando as testemunhas de que as mataria assim que a equipe saísse do local. A tensão aumentou com a chegada de um vereador local, que acompanhou a situação, e de representantes da ONG AsparPet Amor. A ativista da entidade relatou ter recebido denúncias no dia anterior sobre os mesmos indivíduos maltratando o cachorro ao longo de todo o dia. Apesar das ameaças, os três suspeitos foram orientados sobre o prazo decadencial para registro de boletim de ocorrência relacionado às intimidações e liberados no local, sem prisão em flagrante.

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O incidente ganhou contornos adicionais quando um indivíduo, identificado por populares, começou a filmar a ação policial e gritava palavras de ordem como "animais valem mais que pessoas", incitando a população contra os agentes. Ao final da ocorrência, enquanto os policiais embarcavam na viatura, o homem se aproximou de forma agressiva, encostando na porta entreaberta do passageiro e impedindo o movimento, bradando em alto tom: "Vocês querem falar comigo? Estou aqui agora!". Diante da resistência inicial em acatar voz de prisão em flagrante por obstrução, os policiais realizaram busca pessoal e consulta aos sistemas informatizados, que não revelaram pendências criminais. Ele foi orientado a se apresentar como testemunha devido às gravações e liberado.

O caso expõe problemas recorrentes em áreas urbanas, como o convívio entre pessoas em vulnerabilidade social, dependência química e questões de bem-estar animal. A ONG AsparPet destacou a importância de denúncias rápidas para intervenções eficazes, enquanto autoridades locais reforçam a necessidade de policiamento ostensivo para prevenir escaladas de violência.

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