Em um caso de violência doméstica que chocou a vizinhança do Núcleo Habitacional Dom Romeu Alberti, em Apucarana (PR), uma mulher foi agredida pelo companheiro de 38 anos na noite de 25 de abril de 2026. O registro da ocorrência, feito às 19h19, aponta para lesão corporal decorrente de violência familiar. Segundo o boletim policial, a discussão começou na cozinha da residência, localizada na Rua Manganes, enquanto a vítima consumia álcool e o agressor estava embriagado.
A mulher relatou que o homem a enforcou com as mãos, ameaçou-a de morte e a xingou com palavras ofensivas, sem especificar os termos exatos. O genitor da vítima, que se apresentou como testemunha no local, confirmou a briga e revelou que o casal mantém uma relação conflituosa há tempos. Ele e a filha afirmaram que incidentes semelhantes ocorreram no passado, mas nunca houve chamado à polícia para intervenção.
Ao avistarem a aproximação das viaturas, o suspeito fugiu para as proximidades e não foi localizado pelas equipes de atendimento. A vítima, apesar de orientada sobre seu direito de acompanhar os policiais à delegacia para prestar queixa, recusou-se a deixar o lar. As autoridades a instruíram a procurar a Delegacia da Mulher para solicitar uma medida protetiva de urgência contra o companheiro, visando garantir sua segurança.
O caso expõe a persistência da violência doméstica no Brasil, mesmo em contextos onde testemunhas reconhecem padrões abusivos. Especialistas alertam que o álcool agrava esses episódios, e a recusa em registrar boletim de ocorrência pode perpetuar o ciclo de agressões.
Comentários: