Em uma confraternização que virou palco de violência na madrugada deste domingo (26), em Apucarana, no norte do Paraná, a Polícia Militar registrou um caso de desinteligência na Rua Santo Agostinho, no Núcleo Habitacional Dom Romeu Alberti. O atendimento, ocorrido por volta das 1h58, começou com uma chamada ao 190 feita por uma mulher que relatou invasão em sua residência e ameaças de morte por parte de envolvidos na briga.
Ao chegar ao local, os policiais foram abordados por Bruno, um dos participantes da festa, que usava tornozeleira eletrônica. Ele contou que, durante a comemoração na casa da solicitante, discutiu com Marcelo, morador da residência vizinha e também presente no evento. Segundo Bruno, Marcelo o empurrou várias vezes, causando escoriações nos braços e pernas. Em resposta, Bruno retornou à sua casa, pegou uma faca e passou a ameaçar o agressor. "Estávamos todos juntos na festa, mas ele me agrediu primeiro", relatou Bruno aos PMs, solicitando a elaboração de boletim de ocorrência para futura representação criminal.
Questionado pelos agentes, Marcelo apresentou uma versão diferente. Ele afirmou que a confusão começou quando Bruno o ofendeu por suas crenças religiosas, o que levou a empurrões mútuos e trocas de ameaças. Naquele momento, Marcelo já estava mais calmo, em sua própria residência. Nenhum dos envolvidos precisou de atendimento médico imediato, mas a tensão poderia ter evoluído para algo mais grave, especialmente com o uso de arma branca.
Um detalhe preocupante é que Bruno, monitorado por tornozeleira eletrônica, estava consumindo bebida alcoólica e fora de sua residência durante o incidente. A equipe policial não tinha acesso às restrições específicas impostas a ele, mas o fato pode agravar sua situação judicial. A PM confeccionou o boletim para registro formal, e as partes foram orientadas sobre os próximos passos legais, como a representação por ameaça e lesão corporal leve.
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