Em operação na tarde de 9 de fevereiro de 2026, por volta das 14h, a Polícia Militar de Rio Bom, no norte do Paraná, flagrou um caso grave de adulteração de veículo automotor na Avenida Rio Grande do Sul, no centro da cidade. A equipe foi acionada pela Central de Operações, a pedido do CPU (Comando de Policiamento Urbano), após uma guarnição inicial abordar um suspeito que pilotava uma motocicleta com sinais identificadores alterados.
O condutor, identificado como I. R. D., de 25 anos, não possuía Carteira Nacional de Habilitação (CNH), o que agravou a situação. Ao vistoriar a moto Honda CG 125 Fan, de cor preta, os policiais constataram que o número do chassi havia sido parcialmente suprimido, ou seja, raspado para ocultar a origem. Usando a numeração remanescente, cruzaram dados nos sistemas e descobriram o chassi original, vinculado a uma motocicleta que deveria exibir a placa DTF-5937.
No entanto, o veículo circulava com a placa AHQ-8827, que pertence a um ciclomotor importado TGB/Sundown Ergon, vermelho, dos anos 1997/1998. A discrepância chamou atenção imediata. Prosseguindo a checagem, verificaram o motor: ele não batia com o chassi nem com a documentação. O propulsor instalado era de outra Honda CG 125 Fan preta, anos 2006/2007, originalmente registrada sob a placa AOI-8265. Todas essas trocas configuram crime de adulteração de sinal identificador, previsto no Código de Trânsito Brasileiro e no Código Penal, com penas que podem superar sete anos de prisão.
Diante das evidências, I. R. D. foi detido e encaminhado, junto com a motocicleta, à Delegacia de Polícia Civil de Marilândia do Sul, vizinha a Rio Bom, para registro do boletim de ocorrência e procedimentos legais. O veículo foi retido para perícia técnica, que deve confirmar as fraudes e investigar possível rede de clonagem ou roubo.
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