Em patrulhamento ostensivo na região de Apucarana, no Paraná, policiais da equipe ROCAM identificaram e abordaram um Chevrolet Tracker cinza com placas clonadas, que apresentava indícios de furto e carregava entorpecentes. O veículo, placas SSZ7A07 (de São Paulo), foi flagrado inicialmente no dia 26 de novembro de 2025 saindo de uma casa no bairro Marcos Freire, ligada a M. J. M. H., figura conhecida por denúncias de tráfico de drogas. Após fuga inicial, a equipe logrou êxito na interceptação na Avenida Minas Gerais, no Jardim Flamingos, na noite de 27 de novembro, registrada às 22h55.
Durante a verificação minuciosa, discrepâncias no chassi foram constatadas: as parciais nos vidros (SR112241) não batiam com o registrado para aquela placa, cujo chassi oficial é 9BGEX76H0SB115007. A inspeção da etiqueta autodestrutiva no motor revelou o verdadeiro chassi 8AGEP76B0SR111241, de um Tracker roubado em Maringá em 21 de abril de 2025. No porta-malas, resquícios de maconha em sacos plásticos levantaram suspeitas, levando à chamada da equipe canina com o cão Rinty, que apontou odor no interior do carro, resultando na localização de meio tijolo da substância, com 560 gramas.
O condutor, um homem de 28 anos identificado como A. (nome preservado), recebeu voz de prisão e teve seus direitos constitucionais assegurados, incluindo silêncio e advogado. Agitado e sob risco de fuga, foi contido com algemas. Espontaneamente, confessou ter obtido o veículo em "negócio" vago e admitiu usá-lo para entregas de drogas na região, apontando "grande quantidade" deixada na residência de M. J. M. H., onde fora visto no dia anterior. Celular, placas clonadas (duas unidades), derivados de petróleo e outros itens foram apreendidos para investigação.
O caso reforça ações integradas contra o crime organizado em áreas vulneráveis de Apucarana, com foco em veículos adulterados usados no narcotráfico. A ocorrência foi encaminhada à autoridade policial competente, que prosseguirá com diligências na residência indicada e análise do aparelho apreendido por possíveis provas digitais.

Comentários: