Em Mauá da Serra, no norte do Paraná, o homem investigado pelo tiro que matou sua esposa, Nicoli Milena Oliveira Lopes, de 25 anos, se apresentou voluntariamente à Delegacia de Polícia de Marilândia do Sul nesta quinta-feira (12). Acompanhado de um advogado, ele prestou depoimento afirmando que o disparo foi acidental, ocorrido na noite de terça-feira (10), por volta das 19h, no Residencial Real.
Segundo o suspeito, ele manuseava uma carabina calibre 12, usada para caça, quando a arma disparou involuntariamente, atingindo a companheira, que estava com o bebê do casal no colo. Logo após o estampido, ele teria entrado em choque, pedido ajuda a vizinhos para socorrê-la, acionado a polícia e entregado o filho a um morador próximo, alertando sobre a "tragédia". Transtornado, fugiu do local, mas arremessou a arma no telhado de uma edícula na própria casa antes de sair. Após apoio de familiares e amigos, decidiu se apresentar.
A Polícia Civil do Paraná (PC-PR) confirmou que não há histórico de violência doméstica, passagens criminais pelo suspeito ou medidas protetivas contra ele. Levantamentos preliminares reforçam a ausência de indícios prévios de problemas no relacionamento. Após o depoimento, o homem foi liberado e aguardará o fim do inquérito em liberdade.
A delegacia de Marilândia do Sul instaurou investigação para esclarecer as circunstâncias exatas da morte. A versão do disparo acidental será confrontada com laudos periciais da arma e do local, além de depoimentos de testemunhas. O corpo de Nicoli foi sepultado no início da tarde desta quinta-feira (12), no Cemitério Municipal de Mauá da Serra, deixando o bebê e a família em luto.
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